Dentre os 24 pontos reunidos no documento, um dos que mais chama a atenção é o acesso gratuito de agentes da polícia armados aos museus. A iniciativa se inspira em um dispositivo já aplicado nos trens desde 2022, fruto de um acordo entre a SNCF, a operadora estatal dos trens, e o Ministério do Interior, que permite o deslocamento gratuito de policiais armados nos trajetos casa-trabalho.
O responsável pelo relatório, o deputado francês Christophe Marion, afirma que ainda há "vulnerabilidades praticamente em todos os lugares", incluindo museus nacionais, instituições administradas por coletividades territoriais e museus associativos. "É uma questão nacional", afirmou o parlamentar nesta manhã de sexta-feira à rádio Franceinfo.
Para o deputado, responsável pelo relatório que visa um plano para reforçar a segurança das coleções públicas entregue à ministra da Cultura, Rachida Dati, ainda existem "vulnerabilidades praticamente em todos os lugares", citando os museus nacionais, museus regionais e também museus associativos. "É uma questão nacional", destacou.
"Plano coordenado" para securizar museus
Segundo o parlamentar, embora o número de furtos e arrombamentos em museus não tenha aumentado de forma significativa, os métodos utilizados estão mais violentos. Ele destaca que o foco dos criminosos também mudou: "Antes se procuravam obras de arte para venda no mercado negro. Hoje, o alvo costuma ser metais preciosos que podem ser derretidos e vendidos por quilo", explica Christophe Marion.
O relatório também recomenda a criação de "um plano coordenado" envolvendo diversos ministérios e o Secretariado-Geral de Defesa e Segurança Nacional, que deveria ser avaliado anualmente pelo Conselho de Defesa, com a presença do presidente da República e do primeiro-ministro.
Entre as medidas sugeridas, está a melhoria da formação dos agentes de recepção e vigilância dos museus, para que, além de proteger os visitantes em caso de intrusão, possam intervir em situações mais complexas.
O parecer parlamentar ainda alerta para o aumento de ciberataques contra museus. Em 2025, foram registrados 138 incidentes, o dobro do ano anterior. O temor é que criminosos desativem sistemas de vigilância antes de invadir os estabelecimentos, explicou Marion, deputado da coalizão Ensemble, fundada pelo presidente Emmanuel Macron.
RFI com FranceInfo