O Banco Central Europeu manteve suas taxas de juros inalteradas nesta quinta-feira, alinhando-se às expectativas do mercado para assegurar a meta de inflação de 2%. No mesmo dia, Christine Lagarde anunciou que renunciará à presidência do BCE em fevereiro de 2027, oito meses antes do término de seu mandato. A saída antecipada visa viabilizar a escolha do seu sucessor antes das eleições na França, onde a extrema direita lidera, tendo Klaas Knot e Pablo Hernández de Cos como possíveis cotados.
O Banco Central Europeu (BCE) manteve inalteradas suas taxas básicas de juros nesta quinta-feira (29), dia em que a presidente da instituição, Christine Lagarde, anunciou que deixará o cargo antecipadamente em fevereiro de 2027.
Com isso, a taxa sobre depósitos ficou em 2,50%; a taxa de refinanciamento, em 2,65%; e a taxa sobre empréstimos marginais, em 2,90%. A decisão está em linha com as expectativas dos investidores.
Em comunicado, o BCE disse que as "condições de financiamento se restringiram desde a última reunião do Conselho Diretivo", em setembro, o que "provavelmente exercerá pressão sobre a inflação e o crescimento" da economia na zona do euro.
"O Conselho do BCE está empenhado em definir a política monetária de modo a garantir que a inflação se estabilize na meta de 2% no médio prazo", afirmou a instituição, acrescentando que os efeitos do choque energético em função da guerra no Irã "ainda estão em curso".
O Banco Central Europeu projeta 3% de inflação em 2026 e 2,5% em 2027. Horas antes da divulgação da decisão sobre as taxas de juros, Lagarde anunciou que deixará o comando do BCE em fevereiro de 2027, oito meses antes do fim de seu mandato.
A saída antecipada abre caminho para os Estados-membros elegerem um novo presidente para a instituição antes das eleições na França, em abril de 2027, nas quais a eurocética de extrema direita Marine Le Pen lidera as pesquisas.
Entre os candidatos à sucessão de Lagarde estão o ex-presidente do Banco da Holanda Klaas Knot e o ex-governador do Banco da Espanha Pablo Hernández de Cos. A francesa, por sua vez, é cotada para assumir o Fórum Econômico Mundial de Davos.