O homem acusado de tentar assassinar o presidente norte-americano Donald Trump durante um jantar da imprensa na Casa Branca no mês passado declarou-se inocente, nesta segunda-feira, de todas as acusações contra ele.
Cole Allen, natural da Califórnia, não falou diante do tribunal, tendo sua advogada, Tezira Abe, apresentado a declaração em seu nome. Ele é acusado, entre outros crimes, de tentativa de assassinato do presidente e de agressão a um agente federal.
Os promotores afirmam que Cole Allen disparou com uma espingarda contra um agente do Serviço Secreto norte-americano e invadiu um posto de controle de segurança durante um ataque frustrado contra Donald Trump e outros membros de sua administração, durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca.
Segundo os promotores, Allen teria viajado a Washington de trem, levando uma espingarda, uma pistola e facas, e teria reservado um quarto no Washington Hilton, onde ocorreu o jantar de 25 de abril.
Ele compareceu ao tribunal vestindo um macacão laranja e algemado à cintura durante a breve audiência. Foi sua primeira aparição perante o tribunal federal de Washington diante do juiz que conduzirá o restante do caso, Trevor McFadden.
Na semana passada, outro juiz pediu desculpas a Cole Allen pelo tratamento que ele recebeu em uma prisão local de Washington D.C., onde foi colocado sob vigilância anti-suicídio e isolado dos demais detentos.
A próxima grande disputa jurídica do caso
A audiência desta segunda-feira deu uma prévia da próxima grande disputa jurídica do caso: a tentativa de Cole Allen de afastar o procurador-geral interino Todd Blanche e a promotora federal Jeanine Pirro do processo, sob o argumento de que ambos estavam presentes no jantar dos correspondentes e poderiam ter sido alvos do ataque.
O advogado de defesa de Cole Allen, Eugene Ohm, afirmou que provavelmente solicitará o afastamento de todo o gabinete do promotor federal de Washington, liderado por Jeanine Pirro, devido à sua amizade com Donald Trump e ao seu status de potencial vítima.
"É totalmente inadequado que as vítimas de um evento alegado como este conduzam individualmente o caso", declarou Eugene Ohm.
Os promotores devem responder ao pedido da defesa até 22 de maio. Jeanine Pirro havia declarado anteriormente à CNN que sua "capacidade de conduzir esse processo não tem nada a ver com o fato de estar presente" no local.
Com AFP