O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ‘pulou’ André Mendonça na ordem de cumprimentos aos colegas da Corte, mas logo se corrigiu, durante a abertura da primeira sessão plenária após a revelação de mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. A quebra do sigilo foi determinada por Mendonça.
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A cena ocorreu na tarde desta quarta-feira, 2, pouco depois da abertura da sessão e da aprovação da ata. O presidente do STF saudou primeiramente o ministro Cristiano Zanin, antes de Mendonça.
“Saúdo o ministro Gilmar Mendes, na videoconferência, como disse, a eminente ministra Carmén Lúcia, os eminentes ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin... André Mendonça e Cristiano Zanin", corrigiu-se do deslize sorrindo. Em seguida, o ministro cumprimenta os demais presentes.
Durante a sessão, Moraes também saudou todos os colegas, mencionando apenas alguns deles, como Fachin, Fux e a decana, sem citar Mendonça, responsável por determinar a quebra do sigilo do relatório da Polícia Federal que apontava as mensagens de Vorcado ao colega.
“Cumprimento quem nos acompanha por videoconferência, a nossa decana, a ministra Cármen Lúcia, o eminente relator, o ministro Luiz Fux, o procurador Geral da República, e os eminentes colegas”, disse.
Em seguida, ele começou seu voto sobre a questão das aplicações financeiras de seguradoras que integram o cálculo do PIS/Cofins. Durante esse período, não houve qualquer interação pública entre Moraes e Mendonça, tampouco, houve menção no Plenário sobre os diálogos entre o ministro e o ex-banqueiro.
Nas mensagens, trocadas entre 4 e 17 de novembro de 2025, Vorcaro parecia pedir ajuda a Moraes com relação ao caso Master. O conteúdo das conversas indica que o ex-banqueiro poderia ter conhecimento antecipado de medidas que seriam cumpridas na primeira fase da Operação Compliance Zero, que culminou em sua primeira prisão dias depois.