Haddad critica 'seletividade' de quebras de sigilo da PF e diz que Flávio Bolsonaro é protegido

'Se é para expor, expõe tudo', afirma candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes

2 set 2026 - 16h58
Resumo
Fernando Haddad criticou a suposta seletividade da Polícia Federal nas quebras de sigilo ligadas ao escândalo do Banco Master, afirmando que Flávio Bolsonaro estaria sendo protegido às vésperas da eleição presidencial. Alinhado a parlamentares de esquerda, o petista cobrou isonomia na divulgação das investigações, que também citam Alexandre de Moraes. O grupo pressiona o STF para retirar o sigilo de apurações sobre aportes de Daniel Vorcaro a uma cinebiografia de Jair Bolsonaro via Flávio.

O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, criticou nesta quarta-feira o que considera ser "seletividade" nas quebras de sigilos das operações da Polícia Federal que envolvem o escândalo do Banco Master.

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"Se é pra expor, expõe tudo, sem seletividade", disse Haddad em coletiva de imprensa na cidade de Santos, antes de um ato de campanha. O petista insinuou que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) estaria sendo "preservado" por essa seletividade.

Fernando Haddad é o candidato do PT ao governo paulista.
Fernando Haddad é o candidato do PT ao governo paulista.
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

"Não consigo entender por que o processo do Flávio segue em sigilo. Nós vamos decidir o destino do Brasil dia 4 de outubro, e um dos envolvidos no escândalo do Banco Master é candidato a presidente. Ele está até o pescoço envolvido em todos os escândalos recentes e tem o seu sigilo mantido. Eu pergunto, por quê? Ele é melhor que os outros senadores ou que o ministro Supremo? Por que ele está sendo preservado? Até quando ele será protegido?", questionou.

As declarações de Haddad fazem coro ao posicionamento de parlamentares das federações Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e PSOL-Rede, que defenderam nesta quarta-feira que haja "isonomia" na publicidade de investigações do escândalo do Master que envolvam Flávio Bolsonaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

O grupo pede que o presidente do STF, Edson Fachin, leve ao plenário o levantamento do sigilo de três procedimentos sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os casos apuram aportes do banqueiro Daniel Vorcaro intermediado por Flávio Bolsonaro.

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