Mendonça derruba sigilo de relatório da PF que mostra mensagens entre Vorcaro e Moraes

1 set 2026 - 13h36
(atualizado às 14h25)
Mendonça derrubou o sigilo do relatório da Polícia Federal que reúne mensagens trocadas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes
Mendonça derrubou o sigilo do relatório da Polícia Federal que reúne mensagens trocadas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Estadão

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens trocadas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes. A decisão ocorreu pouco depois de o Estadão revelar conversas nas quais o banqueiro pedia ao magistrado que atuasse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter o avanço das investigações sobre o banco.

O relatório reúne mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes entre 4 e 17 de novembro de 2025, período que antecedeu a primeira prisão do banqueiro. Nas conversas, Vorcaro pergunta se deveria deixar o País para evitar a prisão e faz referências a delegados e procuradores envolvidos nas apurações.

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As mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero. Como eram enviadas em formato de visualização única, por meio de capturas de tela, a investigação teve acesso apenas ao conteúdo encaminhado pelo banqueiro, sem recuperar as respostas de Moraes.

Na decisão, Mendonça justificou que os novos elementos precisam ser examinados pelo plenário do STF e, por isso, a deliberação deve ocorrer de maneira pública e transparente. O despacho aponta ainda que a análise do celular de Vorcaro revelou indícios de que o banqueiro tinha conhecimento antecipado de procedimentos investigatórios e de apurações em curso no Banco Central (BC). As conversas, segundo Mendonça, também sustentariam a hipótese de que ele teria tentado obter a intervenção de autoridades públicas responsáveis por decisões relacionadas às investigações e fiscalizações.

Fonte: Portal Terra
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