PF apreende dinheiro vivo em SC em operação sobre irregularidades no RioPrevidência com o Master

Terceira fase da Operação Barco de Papel tem como objetivo recuperar bens e valores retirados de imóveis do Rio de Janeiro

11 fev 2026 - 09h38
(atualizado às 09h58)
Dinheiro estava em uma mala que foi jogada pela janela de um apartamento em Balneário Camboriú (SC)
Dinheiro estava em uma mala que foi jogada pela janela de um apartamento em Balneário Camboriú (SC)
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal apreendeu, nesta quarta-feira, 11, em Balneário Camboriú (SC), uma mala com dinheiro em espécie, durante a Operação Barco de Papel, que investiga irregularidades em investimentos feitos pelo fundo de previdência dos servidores do Rio de Janeiro (Rioprev) em títulos do Banco Master. De acordo com as autoridades, um homem tentou se livrar da mala e a jogou da janela do apartamento.

A quantia foi jogada pela janela assim que os policiais chegaram no imóvel para cumprir um dos dois mandados de busca e apreensão. Apesar da tentativa, o valor foi recuperado e ainda será contabilizado. 

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Nesta fase, além de Balneário Camboriú, as autoridades realizam buscas em um imóvel em Itapema, autorizados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Todos os endereços têm ligação com investigados. 

O objetivo da terceira fase é localizar e recuperar os bens, valores e objetos retirados do apartamento do principal alvo da operação, no Rio de Janeiro, deflagrada em 23 de janeiro. Além do montante recuperado, os policiais apreenderam dois veículos de luxo e dois smartphones.

Prisão de ex-presidente da RioPrev

O ex-presidente da Rioprevidência Deivis Marcon Antunes foi preso na última terça-feira, 3, durante a segunda fase da operação, por suspeita de obstrução de provas. Ele foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na cidade de Itatiaia (RJ), enquanto seguia em uma carro alugado para o estado do Rio de Janeiro, após ter desembarcado em Guarulhos (SP).

Deivis Marcon Antunes é presidente do Rioprevidência
Foto: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro / Estadão

Antunes comandava a Rioprevidência até o último dia 23, quando renunciou ao cargo após a primeira fase da ação para apurar a suspeita de operações financeiras irregulares feitas pela gestão da instituição. Segundo a PF, foram autorizados por dirigentes da previdência aportes de quase R$ 1 bilhão no Banco Master, entre novembro de 2023 e julho de 2024, com “risco elevado e incompatível com a finalidade” do instituto de previdência. 

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Foram identificadas após o cumprimento do mandado de busca e apreensão no apartamento do principal alvo da operação movimentações suspeitas de retirada de documentos do imóvel, manipulação de provas digitais, além da transferência de dois veículos de luxo para terceiros.

Fonte: Portal Terra
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