Alerta de gatilho: este texto contém informações sensíveis relacionadas a exploração sexual de crianças. Em caso de pedido de ajuda urgente, entre em contato com a Polícia Militar (190) ou Samu (192). Para fazer denúncia, utilize o canal do WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (61) 99656- 5008 ou Disque 100.
A Justiça de São Paulo manteve a prisão do piloto da Latam Sérgio Antônio Lopes, 62, em audiência de custódia realizada nesta terça-feira, 10. Ele foi preso na última segunda-feira, 9, no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, sob suspeita de chefiar uma rede de exploração sexual de menores.
A informação da manutenção da prisão foi confirmada ao Terra pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que informou não ter 'identificado irregularidades no cumprimento' do mandado e, assim, manteve Lopes preso.
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A prisão aconteceu no âmbito da Operação Apertem os Cintos, da Polícia Civil, durante os procedimentos para embarque do voo LA3900, que iria de São Paulo para o Rio de Janeiro. Mesmo após a prisão do piloto, o voo seguiu normalmente, segundo informou a Latam.
A polícia aponta que ele usava documentos falsos para conseguir levar crianças e adolescentes a motéis. Ainda conforme a polícia, ele teria participação no esquema de pornografia infantil e estupro de vulnerável há ao menos oito anos.
Lopes também teria 'comprado' três meninas de 10, 12 e 14 anos, netas de uma mulher de 55 anos, que também foi presa durante a operação realizada nesta manhã.
A delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação, afirmou em coletiva de imprensa que, "quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava".
Ele se aproximava de mãe, avós e responsáveis, como se tivesse interesse em um relacionamento, mas depois dizia que tinha interesse nas crianças, filhas ou netas das mulheres. Ele pagava de R$ 50 a R$ 100 por Pix para conseguir fotos das menores de idade, e pagava também pelos abusos.
A polícia investiga os crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.
Em nota, a Latam comentou o caso. "A Latam Airlines Brasil confirma que está ciente do ocorrido na manhã de segunda-feira (9/2) durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), no qual um de seus tripulantes foi detido pelas autoridades policiais. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto. A Latam está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta", falou.
*Com Estadão Conteúdo.