Polícia abre inquérito sobre furto em casa de tio de Suzane von Richthofen e ela pode ser investigada, diz jornal

Caso seja indiciada por furto, a mulher condenada pela morte dos pais poderia voltar para a cadeia; entenda

10 fev 2026 - 08h37
(atualizado às 08h39)
Resumo
A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito que investiga o furto na casa de Miguel Abdalla Neto, logo depois da morte dele. Suzane von Richthofen é uma das suspeitas, e a prima dela, Silvia Magnani, deve depor na 27ª Delegacia de Polícia do Campo Belo e apresentar um rol com todos os itens que teriam sido furtados do imóvel.
Suzane von Richthofen disputa herança do tio com Carmem Silvia –
Suzane von Richthofen disputa herança do tio com Carmem Silvia –
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

A morte de Miguel Abdalla Neto, tio de Suzane von Richthofen, no dia 9 de janeiro, culminou em uma disputa pela herança. A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito que investiga o furto na casa do médico, logo depois da morte dele. A sobrinha é uma das suspeitas, e a prima dela, Silvia Magnani, deve depor na 27ª Delegacia de Polícia do Campo Belo às 10h30, segundo informações do jornal O Globo. Ela deve apresentar um documento com todos os itens que teriam sido furtados do imóvel.

Após Silvia, a polícia deve ouvir Suzane para que ela explique o motivo de ter entrado na casa e retirado bens sem autorização, além de ter chumbado o portão. Caso seja indiciada por furto, ela poderia voltar para a cadeia, já que cumpre pena em regime aberto, após ser condenada a 39 anos pela morte dos pais, em 2002. Um dos pré-requisitos para o regime aberto é não cometer novos crimes.

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O médico Miguel Abdalla foi encontrado morto dentro de casa, na capital paulista, em janeiro. Após a morte dele, Silvia e Suzane procuraram um vizinho que teria a chave da casa, mas ele se recusou a entregá-la para as duas. No dia seguinte, um homem encapuzado pulou o muro do imóvel e levou documentos que estavam dentro da casa, segundo a investigação.

Itens furtados

Silvia alegou que irá entregar à polícia uma relação detalhada dos objetos que ela diz terem sido furtados da casa, incluindo um conjunto de mesa e buffet em cerejeira com tampa de vidro e cadeiras.

Outros itens são máquina de lavar, máquina de secar roupas e máquina de fazer macarrão. Na lista há ainda quadro de bicicletas em óleo sobre tela, quadro réplica de Mirò com fundo verde água, conjunto de pratos em cerâmica sextavado, dois castiçais em estanho, caneca em estanho, vaso solitário em estanho, roupas diversas adultas e infantis, coleção de barbies com bonecas raras, coleção de bonecas americanas, mais de cinquenta brinquedos, raquete de tênis, dois capacetes de equitação, uma coleção de brinquedos importados, coleção de CDs e coleção de discos de vinis, de acordo com O Globo.

Um carro da marca Subaru também foi retirado do imóvel sem autorização judicial, avaliado em R$ 200 mil. Depois, Suzane afirmou em depoimento que foi ela quem levou o carro, e que agiu para proteger bens que seriam dela no futuro, conforme alegou.

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Disputa pela herança

Suzane foi nomeada inventariante pela Justiça e tem direito formal a disputar os bens deixados pelo tio, avaliados em cerca de R$ 5 milhões. Ela e Silvia, parentes mais próximas de Miguel, devem dividir os bens.

Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, também teria direito à partilha, mas até o momento não demonstrou interesse em participar do processo. Miguel não deixou um testamento registrado em cartório, e por isso o conflito se estabeleceu.

Detalhes serão entregues à polícia

Silvia também deve apresentar à polícia uma reconstrução cronológica de tudo o que aconteceu desde a morte de Miguel, contando que recebeu a notícia do falecimento por uma prima, e foi ao Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o corpo. Ela providenciou a contratação de uma funerária e a liberação para o sepultamento em Pirassununga. 

Nos dias seguintes à morte, Silvia procurou a polícia após o vizinho se recusar a entregar a chave do imóvel e voltou várias vezes à delegacia quando percebeu sinais de invasão e furtos na casa.

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Enquanto ela tentava obter autorização formal para entrar na residência e proteger o patrimônio, novos furtos foram feitos na casa, até que Suzane disse que havia levado o carro. Um boletim de ocorrência sobre furtos foi registrado e o caso culminou na nomeação de Suzane como inventariante do espólio.

No processo da partilha dos bens, Silvia deve sustentar que Suzane não teria capacidade de preservar o patrimônio da família, segundo o jornal. Ela também argumenta que a sepultura de Manfred e Marísia von Richthofen teria ficado com taxas em atraso, havendo publicação de edital para possível leilão. Ela alega que Suzane nunca visitou o túmulo dos pais nem compareceu ao enterro de Miguel.

Fonte: Portal Terra
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