Uma mulher trans de 43 anos foi encontrada morta na tarde da última terça-feira, 31, em um apartamento na Rua Augusta, na região central de São Paulo. A morte de Renata Almeida Dutra foi registrada como morte suspeita no 4º Distrito Policial (Consolação).
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Ao Terra, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, constatou que a vítima apresentava um inchaço no rosto e uma marca no antebraço. Familiares relataram à equipe policial que ela havia realizado uma cirurgia plástica dias antes.
Segundo a Band, Renata vivia na Europa, mas vinha ao Brasil com frequência para visitar a família. O procedimento pelo qual passou foi realizado no domingo, 29. Na segunda, a mãe dela foi até o local para levar uma sopa.
"Fiquei umas duas horas com ela e vim embora", contou a mãe da vítima, que não teve a identidade revelada. A mulher visitaria a filha na terça, mas não conseguiu contato. "Eu [estava] tentando ligar desde às 9h, mas não conseguia, não me atendia. Comecei a ficar preocupada, angustiada. Liguei para o prédio onde ela mora, perguntei se viram. Ele [funcionário do prédio] foi lá, bateu na porta e não atendeu”, disse à emissora.
A mãe dela ficou ainda mais preocupada quando avisaram que o carro da filha estava na garagem. Então, ela decidiu ir até o local, quando a encontrou já sem vida, de bruços ao lado da cama.
Familiares de Renata tiveram acesso às câmeras do prédio e viram que o rapaz com quem ela se relacionava esteve no local horas antes do corpo ser encontrado. Ele aparece no elevador às 4h de terça, tirando uma pulseira do braço e limpando o rosto com um lencinho. Por volta das 11h, ele deixa o local usando o boné dela e carregando algumas sacolas.
A família acredita que os pertences contidos nas sacolas eram da mulher, incluindo o celular pessoal dela. "No apartamento com os policiais, eu falei que ela tinha dois celulares, um pessoal e um profissional. O profissional estava lá, o pessoal tinha sumido", afirmou um parente que também não teve a identidade revelada.
O homem não compareceu ao velório de Renata e também não foi mais visto. Ainda segundo o parente, o possível suspeito teria acessado o celular dela e mudado a foto. “Foi justamente no horário da madrugada que ele esteve no apartamento dela", reforçou.
"Não estou julgando, mas se ele não fez algum mal, ele poderia ter chamado o Samu, pedido socorro. A gente ligava, por que ele não atendeu?", questiona a mãe. A SSP informou que a perícia foi acionada e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Diligências estão em andamento visando o total esclarecimento dos fatos.