O governo do Brasil informou nesta terça-feira (12) ter recebido com "surpresa" a decisão da União Europeia de vetar a importação de carne e outros produtos de origem animal do país.
A medida foi anunciada após o bloco europeu atualizar a lista de nações que cumprem as regras contra o uso de antimicrobianos na pecuária.
Em nota conjunta, os Ministérios da Agricultura, do Comércio Exterior e das Relações Exteriores garantiram que tentarão reverter a decisão da UE.
"O governo brasileiro recebeu hoje, com surpresa, a notícia da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a UE, a partir de 3 de setembro de 2026. O governo tomará todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos", informou o comunicado.
O texto acrescenta que o chefe da delegação brasileira junto ao bloco europeu já tem uma reunião marcada para amanhã (13) com autoridades sanitárias da UE para buscar esclarecimentos sobre a decisão.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também afirmou que o país possui um "sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida", além de ser o "maior exportador mundial de proteínas de origem animal e principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu".
As regras europeias proíbem o uso de antimicrobianos em animais de criação para fins de crescimento ou desempenho, além de vetarem tratamentos com substâncias destinadas ao combate de infecções humanas.
A exclusão do Brasil ocorre poucos dias após a entrada em vigor, em 1º de maio, do acordo comercial provisório entre a União Europeia e o Mercosul, que prevê a eliminação gradual de tarifas de importação sobre mais de 91% dos produtos europeus exportados ao bloco sul-americano. .