Três suspeitos de integrarem o grupo “Geração Z”, que planejava ataques terroristas e atos antidemocráticos no Rio de Janeiro e outros estados, foram presos em operação que também cumpriu mandados de busca e apreensão; investigações continuam.
Três suspeitos de integrarem um grupo que articulava “ataques” simultâneos com o uso de explosivos no Rio de Janeiro foram presos em flagrante nesta segunda-feira, 2. As prisões foram realizadas por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), responsável pela investigação da organização, que se autodenominava “Geração Z”. Além das detenções, a polícia cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital, na Região Metropolitana e em municípios do interior do estado.
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A ação faz parte da “Operação Break Chain”, deflagrada para desarticular investigados que planejavam manifestações antidemocráticas com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov, programadas para ocorrer nesta segunda-feira.
As investigações tiveram início após a delegacia especializada identificar a existência de grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados com o objetivo de organizar atos antidemocráticos, marcados para esta segunda, às 14h, em diferentes estados do país. No Rio de Janeiro, a manifestação estava prevista para acontecer em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro. A polícia classificou a ação como uma tentativa de ataque terrorista.
Inicialmente, a operação previa o cumprimento de medidas cautelares contra quatro investigados. No entanto, após novas informações de inteligência e aprofundamento das diligências, outros 13 suspeitos foram identificados ainda nesta manhã, o que levou a autoridade policial a representar por novos mandados de busca e apreensão, posteriormente deferidos pela Justiça.
Grupo se autodenominava “Geração Z”
De acordo com o apurado, embora se apresentasse como apartidário e anticorrupção, o grupo autodenominado “Geração Z” promovia e preparava atos de violência e terrorismo, além de incentivar ataques contra estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades estatais e centros políticos. Segundo a Polícia Civil, o objetivo era provocar pânico, desordem e caos social.
Os agentes identificaram que os integrantes compartilhavam conteúdos voltados à radicalização e ao confronto. Também foram localizadas instruções e materiais para a fabricação de artefatos incendiários improvisados, como o chamado “coquetel molotov”, além de bombas caseiras contendo bolas de gude e pregos em seu interior.
"As práticas evidenciam a intenção do grupo de causar destruição e caracterizam risco concreto à população", afirmou a polícia.
Os alvos dos mandados de busca e apreensão são investigados pelos crimes de incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário. Segundo os investigadores, todos participavam ou administravam grupos vinculados ao Rio de Janeiro e exerciam papel ativo e relevante, com incentivo direto à prática de atos violentos e direcionamento das ações planejadas, incluindo a escolha de um local sensível do cenário político fluminense para a realização do ataque.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos. O nome dos investigados não foram divulgados, então o Terra não conseguiu localizar a defesa deles.