Um dia após a explosão que deixou um morto, três feridos e dezenas de imóveis interditados no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, moradores ainda tentam lidar com os impactos da tragédia. Entre eles está Josevan, de 40 anos, que viu sua rotina e de sua família ser completamente alterada após ter a casa atingida.
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“Eu estava no trabalho quando fiquei sabendo [da explosão]. Meus filhos e minha esposa estavam dentro de casa. Mudou toda uma rotina. É bem complicado”, relatou em entrevista ao Terra.
Sem condições de permanecer no imóvel, ele diz não saber como será a sequência dos próximos dias. “Eu não sei se vou conseguir trabalhar amanhã. Estou somente com poucos pertences. Eu não sei como vai ficar o nosso dia a dia.”
A residência de Josevan foi uma das diretamente afetadas pela explosão. Apesar de não ter perdido tudo, os danos estruturais o impedem de se sentir seguro no local. “A estrutura danificou bastante, tem rachaduras, quebrou vidro.”
Sem alternativa imediata, ele e a família foram levados para um hotel, mas a permanência ainda é incerta. “A informação é muito desencontrada. Dizem que tem autorização até amanhã, meio-dia, mas depois falam que é por tempo indeterminado. Nós não sabemos ainda”, afirmou.
Questionado se tem para onde ir, o morador é direto: “Não, não tenho.”
Nesta terça-feira, 12, Josevan voltou ao imóvel para tentar recuperar o que restou. “Vim buscar itens pessoais, higiene, alguma roupa e documentos”, disse.
A explosão ocorreu na tarde de segunda-feira, 11, por volta das 16h10, na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes 2, na Rua Floresto Bandecchi, próxima à Rua Dr. Benedito de Moraes.
De acordo com informações iniciais, o acidente foi provocado pelo rompimento de uma tubulação de gás durante uma obra da Sabesp. Antes da explosão, moradores relataram ter sentido cheiro de gás na região por horas.
Ao todo, 46 imóveis foram interditados. Um homem morreu e outras três pessoas ficaram feridas, duas delas em estado grave, segundo o Corpo de Bombeiros.