A explosão que atingiu uma área residencial no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, nesta segunda-feira, 11, reacendeu o alerta para uma sequência de tragédias envolvendo gás e explosivos na capital. O caso mais recente deixou um morto, três feridos e danificou ao menos 46 casas, segundo autoridades.
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O episódio também lembrou outras megaexplosões registradas em 2025 na capital paulista. Em comum, além dos feridos e imóveis destruídos, moradores relatam dificuldades para reconstruir a vida meses depois das tragédias.
Explosão no Jaguaré
Nesta segunda-feira, 11, houve uma explosão no Jaguaré, na Zona Oeste paulistana. A principal suspeita é de que um vazamento de gás tenha provocado a explosão durante obras em tubulações da Sabesp, que atingiram a rede da Comgás.
Além de uma morte confirmada, três pessoas ficaram feridas. O impacto atingiu dezenas de imóveis da região e espalhou destroços pelas ruas do bairro. Vidros estilhaçaram e pessoas foram arremessadas com o impacto da explosão.
Moradores relataram que o barulho foi ouvido a quilômetros de distância e que várias casas ficaram sem condições de moradia após o desabamento de paredes, rachaduras e danos estruturais. A Defesa Civil e outros órgãos prestam assistência aos afetados.
Explosão deixou PMs feridos em 2025
Antes do caso do Jaguaré, outra explosão já havia chamado atenção em dezembro de 2025, desta vez na Vila Santo Antônio, Zona Norte da capital.
O incidente aconteceu durante o atendimento de uma ocorrência de tentativa de suicídio em que a vítima era uma mulher. Segundo a Polícia Militar, um botijão de gás explodiu no imóvel no momento em que os agentes atuavam no local.
Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a explosão teria sido causada por um vazamento de gás intencional. Ao todo, sete pessoas ficaram feridas, e três PMs ficaram em estado grave. A moradora da residência foi presa em flagrante e, ferida, levada ao hospital sob escolta.
Fábrica de fogos explodiu no Tatuapé
O caso mais devastador de 2025 ocorreu no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, em novembro. Uma casa usada clandestinamente para fabricar fogos de artifício explodiu, deixando um morto e dez feridos.
A explosão abriu uma cratera no terreno e gerou uma bola de fogo e fumaça vista de diferentes pontos da cidade. Onze imóveis precisaram ser interditados após serem atingidos pelos destroços.
A vítima fatal foi identificada como Adir Mariano, investigado por envolvimento com soltura ilegal de balões. Segundo as autoridades, no local eram produzidos balões com fogos de artifício de forma clandestina.
Dias após a tragédia, a Polícia Militar Ambiental e o Ministério Público de São Paulo realizaram a Operação Bancada, voltada ao combate de grupos ligados à fabricação e divulgação de balões ilegais nas redes sociais.
A investigação identificou influenciadores e páginas que lucravam com a promoção da prática criminosa. Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades do estado.
Moradores tentam reconstruir a vida
Meses depois da explosão no Tatuapé, os moradores atingidos ainda enfrentam dificuldades para recuperar os imóveis e retomar a rotina de antes. Alguns relataram problemas com reformas, demora no recebimento de indenização e falta de assistência contínua em relatos à imprensa.
Ao menos 23 imóveis foram interditados na época, na Rua Francisco Bueno. Moradores também relataram que seus bichos de estimação desapareceram.
Na época, moradores relataram que a ajuda recebida das autoridades não foi suficiente para cobrir os prejuízos causados pela explosão. A Prefeitura de São Paulo informou que pagaria auxílio emergencial de R$ 1.000 para famílias de baixa renda que precisaram deixar suas moradias após a ocorrência.