A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) voltou ao centro das atenções após uma explosão causada pelo rompimento de uma tubulação de gás durante uma obra atingir imóveis no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, na segunda-feira, 11. Em meio à repercussão, ressurgiu a dúvida: afinal, a empresa foi privatizada?
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Desde julho de 2024, a companhia deixou de ser controlada pelo Estado de São Paulo, que reduziu sua participação de 50,3% para cerca de 18%, transferindo o controle para a iniciativa privada. A venda de 32% da empresa rendeu R$ 14,8 bilhões aos cofres do Estado.
Na operação de venda, a Equatorial Energia, que até então atuava em saneamento apenas por meio de uma pequena operação no Amapá, tornou-se investidor estratégico da Sabesp sem enfrentar concorrência, ficando com fatia de 15% na companhia em um investimento de cerca de R$ 7 bilhões.
Os outros 17% foram comprados por investidores no mercado financeiro. No total, a operação de venda reuniu 17.572 investidores pessoa física que compraram 21.876.433 ações da empresa. A oferta contou ainda com 390 investidores estrangeiros que adquiriram 43.292.772 ações da empresa e 1.007 fundos de investimentos que ficaram com 38.492.273 papeis.
Antes da privatização, o governo paulista tinha pouco mais da metade das ações da Sabesp. O restante já era negociado nas bolsas de valores no Brasil e em Nova York.
Explosão
A explosão ocorreu na tarde de segunda-feira, 11, por volta das 16h10, na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes 2, na Rua Floresto Bandecchi, próxima à Rua Dr. Benedito de Moraes.
De acordo com informações iniciais, o acidente foi provocado pelo rompimento de uma tubulação de gás durante uma obra da Sabesp. Antes da explosão, moradores relataram ter sentido cheiro de gás na região por horas.
Ao todo, 46 imóveis foram interditados. Um homem morreu e outras três pessoas ficaram feridas, duas delas em estado grave, segundo o Corpo de Bombeiros.