Inflação fica em 0,67% em abril com alta nos preços de alimentos e remédios

Resultado acumulado em 12 meses foi de 4,39% até abril, ante taxa de 4,14% até março, segundo o IBGE

12 mai 2026 - 09h21
(atualizado às 10h19)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou abril com alta de 0,67%, ante um avanço de 0,88% em março, informou nesta terça-feira, 12, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 2,60%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,39% até abril, ante taxa de 4,14% até março.

A inflação de abril veio idêntica à mediana da pesquisa Projeções Broadcast. O intervalo das estimativas, todas de alta, ia de 0,56% a 0,79%.

Os preços de alimentação e bebidas aumentaram 1,34% em abril, após alta de 1,56% em março. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,29 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,67% no mês.

No grupo saúde e cuidados pessoais, alta em abril foi de 1,16%, segundo o IBGE
No grupo saúde e cuidados pessoais, alta em abril foi de 1,16%, segundo o IBGE
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 1,64% em abril, após ter avançado 1,94% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,59%, ante alta de 0,61% em março.

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"Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos. Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete", afirmou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, em nota.

O grupo saúde e cuidados pessoais saiu de uma alta de 0,42% em março para elevação de 1,16% em abril e deu contribuição de 0,16 ponto porcentual para o IPCA do último mês.

O resultado foi pressionado por aumentos nos produtos farmacêuticos (1,77%, após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1° de abril) e nos artigos de higiene pessoal (1,57%, com destaque para o perfume, que subiu 1,94%).

O Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.

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Os preços de transportes subiram 0,06% em abril, após alta de 1,64% em março. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,01 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,67% no mês.

Os preços de combustíveis tiveram alta de 1,80% em abril, após avanço de 4,47% no mês anterior. A gasolina subiu 1,86%, após ter registrado alta de 4,59% em março, enquanto o etanol avançou 0,62% nesta leitura, após alta de 0,93% na última.

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