Donos de academia são indiciados por homicídio após morte de aluna em piscina em SP

Polícia Civil aponta homicídio doloso no caso da C4 Gym, onde uma mulher de 27 anos morreu e outras seis pessoas passaram mal

11 fev 2026 - 22h24
Mulher é socorrida em academia após passar mal durante aula de natação na zona leste de São Paulo
Mulher é socorrida em academia após passar mal durante aula de natação na zona leste de São Paulo
Foto: Câmeras de segurança/Reprodução / Estadão

A Polícia Civil de São Paulo indiciou, nesta quarta-feira, 11, três proprietários da academia C4 Gym, na zona leste da capital, pela morte de uma aluna e pela intoxicação de outras seis pessoas após o uso da piscina do estabelecimento. O caso ocorreu no último sábado, 7, no bairro Parque São Luís.

Os empresários vão responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar, segundo informações divulgadas pelo SBT News. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), sete vítimas já foram identificadas. Entre elas está uma criança de 5 anos, que passou mal depois de participar de uma aula de natação. O estado de saúde da criança não foi informado até o momento.

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A vítima fatal é Juliana Faustino, de 27 anos. Ela chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Santa Helena, em Santo André, no ABC Paulista, mas não resistiu. O marido dela, Vinícius de Oliveira, também foi encaminhado à mesma unidade. 

Além de Vinícius, um adolescente de 14 anos segue internado. Outras duas pessoas, um homem e uma mulher, ambos de 37 anos, também precisaram de atendimento hospitalar. 

Relatos de testemunhas apontam que, durante a aula de natação, os alunos perceberam um cheiro químico intenso vindo da água. Pouco depois, começaram a apresentar sintomas como ardência nos olhos, náuseas e vômitos. A suspeita é de que tenha havido uma falha na manipulação ou no controle dos produtos utilizados no tratamento da piscina.

Funcionário da academia faz mistura de produtos químicos em academia onde professora passou mal na piscina; ela não resistiu
Foto: Câmera de monitoramento/Reprodução / Estadão

Em entrevista à TV Globo, Thygo Araújo, um ex-professor de natação confirmou que já presenciou problemas com o tratamento da água da pisicina. "Já teve alguns momentos que a gente estava dando aula e sentia desconforto na pele, tipo pinicadas, e um cheiro diferente, que dava ardência no nariz e tosse", relatou Araújo.

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Terra busucou a Secretaria da Segurança Pública para mais detalhes sobre o caso, mas não houve retorno.

*Com informações do Estadão

Fonte: Portal Terra
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