A Polícia Civil de São Paulo indiciou, nesta quarta-feira, 11, três proprietários da academia C4 Gym, na zona leste da capital, pela morte de uma aluna e pela intoxicação de outras seis pessoas após o uso da piscina do estabelecimento. O caso ocorreu no último sábado, 7, no bairro Parque São Luís.
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Os empresários vão responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar, segundo informações divulgadas pelo SBT News. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), sete vítimas já foram identificadas. Entre elas está uma criança de 5 anos, que passou mal depois de participar de uma aula de natação. O estado de saúde da criança não foi informado até o momento.
A vítima fatal é Juliana Faustino, de 27 anos. Ela chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Santa Helena, em Santo André, no ABC Paulista, mas não resistiu. O marido dela, Vinícius de Oliveira, também foi encaminhado à mesma unidade.
Além de Vinícius, um adolescente de 14 anos segue internado. Outras duas pessoas, um homem e uma mulher, ambos de 37 anos, também precisaram de atendimento hospitalar.
Relatos de testemunhas apontam que, durante a aula de natação, os alunos perceberam um cheiro químico intenso vindo da água. Pouco depois, começaram a apresentar sintomas como ardência nos olhos, náuseas e vômitos. A suspeita é de que tenha havido uma falha na manipulação ou no controle dos produtos utilizados no tratamento da piscina.
Em entrevista à TV Globo, Thygo Araújo, um ex-professor de natação confirmou que já presenciou problemas com o tratamento da água da pisicina. "Já teve alguns momentos que a gente estava dando aula e sentia desconforto na pele, tipo pinicadas, e um cheiro diferente, que dava ardência no nariz e tosse", relatou Araújo.
O Terra busucou a Secretaria da Segurança Pública para mais detalhes sobre o caso, mas não houve retorno.
*Com informações do Estadão