Ministério Público do Distrito Federal e Territórios denunciou Pedro Turra por homicídio doloso após morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos. O piloto está preso desde 30 de janeiro.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ofereceu, nesta quarta-feira, 11, uma denúncia por homicídio doloso contra o piloto Pedro Arthur Turra Basso, 19, que está preso desde o dia 30 de janeiro pelas agressões que deixaram em coma e, depois, levaram à morte de um adolescente.
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A informação da denúncia foi confirmada pelo Terra junto à Promotoria. Turra permanece preso preventivamente desde o fim do mês passado, pela briga que deixou em coma Rodrigo Castanheira, de 16 anos. O adolescente não resistiu ao quadro clínico grave e morreu no último sábado, 7.
A vítima estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras (DF), desde a noite de 22 de janeiro, quando foi socorrido com traumatismo craniano em Vicente Pires (DF).
Na última segunda-feira, 9, o MPDFT já havia solicitado à Justiça do DF que Turra fosse levado a julgamento pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado. A manifestação foi enviada à Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras.
Agressor está preso
Pedro Turra chegou a ser preso em flagrante após a briga, mas foi liberado por pagar fiança de R$ 24 mil e passou a ser responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade. Porém, voltou a ser preso no último dia 30 de janeiro.
A nova prisão foi autorizada após a polícia apresentar provas de que Turra está envolvido em outros casos de agressão. Em um deles, ele teria usado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para obrigá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa.
No dia 5 de janeiro, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou habeas corpus protocolado pela defesa de Pedro Turra. Com isso, ele deve continuar preso preventivamente no presídio da Papuda, em Brasília.
No pedido de habeas corpus, a defesa de Turra contestou a decretação da prisão pela primeira instância e afirmou que o piloto tem residência fixa, não tentou fugir e colaborou com as investigações.
*Com informações da Agência Brasil