O seguro automotivo é um assunto que gera muitas dúvidas, afinal, existem diversos fatores levados em consideração para calcular o valor final, inclusive a idade. Mas ela está longe de ser o único critério. Classe de bônus, CEP, modelo do veículo e histórico de sinistros também influenciam diretamente no preço da apólice.
De acordo com os dados do IPSA e do IPSM, índices de preços do seguro de automóvel e de motocicleta publicados mensalmente pela TEx, empresa da Serasa Experian, o seguro de carro tende a ficar mais barato conforme aumenta a idade do condutor.
Por que os idosos pagam menos?
De acordo com Rodolfo Brandão, existem sete fatores essenciais para calcular o seguro e que podem definir até 70% do valor final para qualquer pessoa, independentemente da idade:
- Classe de bônus (histórico de renovações sem sinistros; é o fator mais importante);
- CEP do condutor (risco de roubo e furto na região);
- Valor do veículo;
- Idade do veículo;
- Idade do condutor (fator favorável ao idoso, já que, quanto maior a faixa etária, menor tende a ser o preço);
- Fabricante do veículo;
- Tipo de utilização do veículo (particular, aplicativo etc.).
No caso dos idosos, a idade é um fator de redução determinante, uma vez que, para as seguradoras, ela reflete maior experiência ao volante e, estatisticamente, menor exposição a sinistros.
O índice não diferencia as faixas etárias acima dos 56 anos, mas, segundo Rodolfo Brandão, os idosos tendem a pagar menos à medida que envelhecem.
"Na prática, o mercado segue a lógica de que, quanto maior a idade dentro dessa faixa (acima de 56 anos), menor tende a ser o preço, sempre em combinação com a classe de bônus e o histórico de sinistros do condutor", explica o gerente de seguros
Assim, embora a idade contribua para reduzir o valor da apólice, ela é apenas um dos critérios considerados pelas seguradoras. Na prática, o perfil completo do motorista e do veículo continua sendo determinante para definir quanto cada condutor pagará pelo seguro.