Um Xiaomi SU7, sedã elétrico da fabricante chinesa, se envolveu em um inusitado acidente. O veículo estava em velocidade de cruzeiro com o sistema de permanência de faixa ligado e não conseguiu parar de forma autônoma ao encontrar um obstáculo: um monte de terra. A motorista que guiava o carro devia estar distraída, pois também não acionou os freios a tempo de evitar a colisão.
Segundo informações divulgadas pelo site de notícias Sina, o acidente aconteceu no dia 13 de junho. O SU7 seguia em um trecho da autoestrada G331, que atravessa parte da fronteira da região norte da China. As autoridades de trânsito haviam bloqueado a via.
Um vídeo que circula online e que foi compartilhado pelo site Sina mostra que o obstáculo era visível e havia tempo suficiente para reação, mas que mesmo assim o veículo colidiu com a terra. Segundo a motorista, ela estava seguindo o GPS e não havia nenhum aviso de bloqueio no local. O para-choque dianteiro, partes dos para-lamas dianteiros e a proteção inferior da carroceria foram arrancados. Os airbags frontais dispararam.
Apesar dos danos causados na dianteira, o sistema de segurança passiva do carro funcionou bem. A motorista não se feriu e a bateria não apresentava sinais de fumaça ou fogo.
Como é o Xiaomi SU7
O veículo envolvido no acidente é um modelo básico de 2024, sem sensor LiDAR no teto. Seu Adas utiliza 11 câmeras, 12 sensores ultrassônicos, um radar de ondas milimétricas e um chip da Nvidia com potência de processamento de 84 tops.
Nas versões mais caras, além do LiDAR, o carro conta com dois chips Nvidia Orin-X com capacidade de processamento de 508 tops. A sigla é usada para se referir a Trilhões de Operações por Segundo, e quanto mais alto o número, maior a capacidade do sistema de processar grandes volumes de informações de forma rápida.
Hoje, o Xiaomi SU7 ano-modelo 2026 vem de fábrica com um sensor LiDAR e um chip Nvidia AGX Thor com 700 TOPS de capacidade de processamento.