Desde que foi apresentada ao mercado brasileiro no Salão do Automóvel do ano passado, a picape Kia Tasman dividiu as opiniões por conta de seu visual polêmico. Com linhas angulares e uma frente bastante quadrada, a Tasman vai contra algumas tendências de um segmento mais conservador. Mas a falta de empolgação com o visual da caminhonete não é exclusivo do Brasil.
Em mercados onde ela já é comercializada, como a Austrália, as vendas não decolaram. A fabricante tentou cortar os preços, mas agora está dizendo com todas as letras que o visual precisa ser repensado. "Há algumas ideias que analisamos, fiquem atentos", afirmou Roland Rivero, Gerente Geral de Planejamento de Produto e Treinamento da Kia Austrália, ao site local Drive.
As mudanças, no entanto, devem demorar um tempo para chegar ao mercado. "Cada produto tem um ciclo de vida, e as atualizações são programadas de acordo. O que você vê nas ruas hoje continuará conosco por mais alguns anos. Dito isso, não vamos simplesmente relaxar", disse ainda o executivo.
A fabricante também estuda oferecer novas motorizações, além de um pacote mais robusto de acessórios. Em 2025, a Kia mostrou o conceito Weekender no Salão do Automóvel de Seul, na Coreia do Sul, e o visual repleto de acessórios pode representar um caminho possível para a atualização de meia-vida do veículo.
Como é a Kia Tasman
Primeira picape média da Kia, a Tasman chega ao Brasil no segundo semestre de 2026 com a difícil tarefa de desbancar a líder de vendas Toyota Hilux e a tecnológica Ford Ranger.
Além do design disruptivo em um conjunto mecânico robusto e sem eletrificação e em um pacote tecnológico completo para conquistar o consumidor de picapes. O Jornal do Carro dirigiu a Tasman com exclusividade e antecipou como é a experiência.
Um dos detalhes que chama a atenção é o porte. São 5,41 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,87 m de altura e 3,27 m de entre-eixos. Inclusive o entre-eixos é o mesmo da rival Ranger, o que garante um espaço interno generoso — superior ao da líder Hilux, que tem 3 m de entre-eixos.
A Tasman virá equipada com o motor 2.2 turbodiesel de quatro cilindros, capaz de entregar 210 cv de potência e 45 kgfm de torque. O conjunto é acoplado a um câmbio automático de oito marchas com tração 4x4 e reduzida, além de bloqueio do diferencial traseiro.
O 0 a 100 km/h prometido pela Kia é de 9,7 segundos e está dentro da média da categoria. Com o seu motor 2.8 turbodiesel (200 cv), a Hilux crava essa prova em 10 segundos segundo a fabricante. Já a Ranger nas versões com o 3.0 V6 (250 cv) faz o mesmo em 9,2 segundos.
Os números mostram que agilidade é um dos pontos fortes da Tasman, isso mesmo com os seus 2.248 kg. O motor mostra fôlego, afinal o máximo de torque é entregue cedo (a apenas 1.750 rpm) e não houve presença daquela morosidade típica de motores a diesel.