Conheça 6 tecnologias dos carros atuais que ameaçam a segurança

Recursos criados para oferecer conforto e design futurista estão na mira por criarem novos riscos aos motoristas

4 jan 2026 - 18h54

Nem só de vantagens é feito o avanço tecnológico na indústria automotiva. Algumas soluções presentes nos modelos mais modernos e cobiçados do mercado podem, ironicamente, comprometer a segurança. É o que apontam órgãos especializados e governos, que já começam a restringir ou até proibir itens considerados perigosos.

BYD Seal é um dos carros vendidos no Brasil que contam com o recurso da maçaneta retrátil. Foto: BYD/divulgação.
BYD Seal é um dos carros vendidos no Brasil que contam com o recurso da maçaneta retrátil. Foto: BYD/divulgação.
Foto: Hyundai/Divulgação / Estadão

Antes que essas medidas cheguem ao Brasil, o Jornal do Carro elenca quais tecnologias exigem atenção redobrada para garantir a integridade dos ocupantes. Confira:

1- Maçanetas retráteis

Elas conferem um visual limpo e aerodinâmico, mas a estética tem um preço. Em caso de colisão com pane elétrica, ocupantes podem ficar presos no veículo, já que muitas vezes não há um acionamento mecânico externo.

Popularizadas pela Tesla e marcas chinesas como a BYD, essas maçanetas serão proibidas na China a partir de 2027, após acidentes em que o dispositivo impediu o resgate das vítimas.

2- Comandos concentrados em telas

A tendência de eliminar botões físicos e concentrar tudo em grandes centrais multimídia é um ponto crítico. Sem o relevo tátil de um botão, o motorista precisa desviar os olhos da pista por mais tempo para tarefas simples, como ajustar o ar-condicionado.

Alejandro Furas, diretor técnico do Latin NCAP, já alertou: no futuro, veículos sem botões físicos para funções essenciais serão penalizados nos testes de colisão e segurança, impedidos de alcançar nota máxima.

3- Pisca-alerta mal localizado

Em muitos carros avaliados pelo Jornal do Carro, encontrar o botão do pisca-alerta virou um desafio de ergonomia. Com a digitalização do painel, esse recurso essencial de segurança — que deve ser acionado instantaneamente em emergências — muitas vezes acaba "escondido", o que atrasa a sinalização para outros condutores.

4- Assistente de permanência em faixa

Embora ajude a evitar saídas involuntárias de pista, o sistema pode falhar em vias com sinalização precária ou apagada.

O maior risco, porém, ocorre em manobras evasivas: se o motorista precisar desviar rapidamente de um buraco ou obstáculo sem dar seta, o assistente pode "corrigir" o volante, puxando o carro justamente na direção do perigo que se tentava evitar.

5- Carros conectados e vulnerabilidade digital

A conectividade permite atualizações remotas e rotas eficientes, mas abre as portas para ataques cibernéticos. Como qualquer computador, o sistema do carro pode ser alvo de invasões, ainda que as fabricantes se empenhem em buscar proteção nesse sentido.

Uma interferência externa em sistemas de frenagem ou direção, por exemplo, traria riscos catastróficos aos ocupantes e ao trânsito.

6- Bônus: excesso de alertas do sistema Adas

Aqui, o risco é o comportamento humano provocado pela tecnologia. Quando os Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor (Adas) emitem alertas sonoros invasivos e constantes por motivos banais, o motorista tende a se irritar e desligar o sistema completo. Ao fazer isso para eliminar o ruído, o condutor acaba desativando funções com grande potencial de prevenção de acidentes.

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