A Chevrolet fechou 2025 com 276.225 veículos vendidos, número considerado pelo Guia do Carro a partir dos dados da K.Lume, já com arredondamentos editoriais. O desempenho confirma um posicionamento bastante específico no mercado brasileiro: a Chevrolet não é hoje uma marca de portfólio amplo como Fiat ou Volkswagen, mas sustenta sua relevância com três pilares bem definidos – compactos, picapes e SUVs compactos – enquanto elétricos e importados permanecem periféricos (mas crescem no portfólio).
Juntos, Onix e Onix Plus emplacaram quase 133 mil unidades
O primeiro pilar segue sendo o Onix. O hatch compacto fechou o ano com 79.900 unidades, respondendo por 28,9% de todas as vendas da Chevrolet em 2025. Somado ao Onix Plus (53.000; 19,2%), a família Onix alcança 132.900 unidades, ou 48,1% do volume total da marca. Em outras palavras: quase metade da Chevrolet no Brasil ainda depende diretamente de um único projeto, algo que ajuda a explicar tanto a boa posição quanto a vulnerabilidade do desempenho da marca.
O segundo pilar está nas picapes, que garantem escala, rentabilidade e presença em segmentos estratégicos. Em 2025, a Chevrolet vendeu 53.850 picapes, o equivalente a 19,5% de seu volume total. A Montana, com 20.400 unidades (7,4% do total), ainda é uma peça-chave no segmento de picapes compactas, enquanto a S10 (31.500; 11,4%) segue como o principal produto da marca fora do universo dos compactos. A Silverado, com 950 unidades (0,3%), cumpre papel de imagem e nicho, sem impacto estrutural no resultado.
O terceiro eixo é formado pelos SUVs e crossovers, que somaram 88.400 unidades, ou 32,0% das vendas da Chevrolet em 2025. O peso está concentrado no Tracker (60.900; 22,1%), que funciona como o grande SUV de volume da marca. O Spin, posicionada como crossover, contribuiu com 22.700 unidades (8,2%), mantendo relevância principalmente em frotas e uso familiar. Já Equinox (2.300; 0,8%) e Trailblazer (2.200; 0,8%) operam em nichos, com impacto limitado – mesmo considerando que o Equinox soma versões a combustão e elétricas (cerca de 175 EVs).
Recorte de vendas da Chevrolet por segmentos: desequilíbrio
- Carros de passageiros (hatches, sedãs, SUVs e crossovers): 221.330 unidades – 80,1%
- Picapes: 53.850 unidades – 19,5%
- Elétricos e esportivos/importados: cerca de 1.000 unidades – 0,4%
A eletrificação, apesar do discurso institucional, segue estatisticamente irrelevante. Somando Blazer EV (130), Bolt (20), Spark (1.600), Captiva EV (300 no total, sendo apenas 18 elétricos segundo a ABVE) e os poucos Equinox elétricos, o volume elétrico da Chevrolet permanece abaixo de 1% das vendas. Em 2025, os elétricos da marca funcionam muito mais como experimento de posicionamento do que como pilar comercial.
Entre as curiosidades do ano, os esportivos importados ajudam a ilustrar esse desequilíbrio. O Camaro, importado oficialmente, somou apenas 25 unidades, enquanto o Corvette, sem operação oficial e trazido por importadores independentes, chegou a 140 emplacamentos. É um contraste simbólico: produtos de imagem existem, mas estão totalmente desconectados da estratégia de volume da marca.
Em síntese, o raio-X de 2025 mostra uma Chevrolet menos diversificada, porém objetiva. Onix e Onix Plus sustentam quase metade do volume, picapes garantem margem e robustez comercial, e o Tracker mantém a marca relevante no coração do mercado de SUVs. O desafio é claro: reduzir a dependência extrema dos compactos e transformar elétricos e SUVs médios em algo além de nicho, se quiser ganhar fôlego competitivo nos próximos anos.
Ranking Chevrolet em 2025
- Onix – 79.900
- Tracker – 60.900
- Onix Sedan – 53.000
- S10 – 31.500
- Spin – 22.700
- Montana – 20.400
- Equinox – 2.300
- Trailblazer – 2.200
- Spark – 1.600
- Silverado – 950
- Captiva – 300
- Corvette – 140
- Blazer – 130
- Camaro – 25
- Bolt – 20
Dados: K.Lume (números arredondados pelo Guia do Carro)