Com um corte de 100 mil empregos, cerca de 10% de sua força de trabalho, a BYD fechou o ano de 2025 com 870 mil funcionários. Segundo a companhia, a redução foi motivada por reestruturação, melhorias de eficiência e medidas de gestão de custos, e não uma queda na demanda por seus veículos eletrificados.
De acordo com os executivos, a eficiência operacional representa a próxima etapa na disputa pela liderança do mercado. Os dados são do portal de notícias chinês iFeng.
Os envios de veículos para o exterior ultrapassaram pela primeira vez a marca de 1 milhão de unidades. Segundo o site de notícias local Sina, foram aproximadamente 1,05 milhões de veículos exportados.
No Brasil, a BYD superou a marca de 100 mil carros elétricos e híbridos vendidos em 2025, um crescimento de mais de 30% em relação aos mais de 76 mil vendidos em todo ano de 2024.
Apesar dos bons resultados em exportações, o lucro registrado pela empresa em 2025 foi de 326,2 bilhões de yuans (ou 45,6 bilhões de dólares), uma queda de cerca de 19% em relação ao ano anterior. A redução, segundo a BYD, foi atribuída à pressão sobre os preços no mercado doméstico de veículos de nova energia, como são conhecidos os eletrificados, e pelo investimento em tecnologias de carros e baterias.
De acordo com a CarNewsChina, as vendas domésticas de veículos de nova energia caíram 41% em fevereiro deste ano, principalmente devido a fatores sazonais ligados a feriados chineses.
O lançamento de novas tecnologias para baterias, como a Blade 2.0, revelada pela BYD no início de março, que permite o carregamento de 10% a 70% em cerca de 5 minutos e de 10% a 97% em 9 minutos, bem como a expansão da infraestrutura de carregamento, devem manter a demanda por esses veículos estável nos próximos meses.