A indústria automotiva é conhecida por seus longos ciclos e investimentos colossais. No entanto, novos participantes parecem estar acelerando o ritmo, ao mesmo tempo que miram nos fabricantes tradicionais.
Xiaomi: da tecnologia às estradas
Inicialmente, a divisão "Veículos Elétricos Inteligentes, IA e Novos Negócios" da Xiaomi parecia ser apenas mais uma aposta de diversificação para um grupo que se tornara o terceiro maior fabricante de smartphones do mundo. Em 2025, porém, esse segmento assumiu uma dimensão muito diferente: os números do ano mostram que o negócio se tornou um motor de lucro, e não apenas de custos.
Embora os dois primeiros trimestres ainda apresentassem prejuízos, o terceiro trimestre marcou uma virada, com um lucro operacional positivo de aproximadamente 700 milhões de yuans, ou cerca de € 87,5 milhões (R$ 525,9 milhões). O quarto trimestre confirmou esse impulso, com um lucro operacional de 1,1 bilhão de yuans (aproximadamente € 137,5 milhões ou R$ 826,5 milhões).
Em 2025, a divisão de veículos elétricos e inteligência artificial da Xiaomi registrou seu primeiro ano lucrativo, com um lucro operacional de 900 milhões de yuans (112 milhões de euros ou R$ 673,2 milhões).
O interessante é que, ao contrário de alguns concorrentes (como Lucid ou Rivian) que ostentam margens brutas positivas, mas permanecem deficitários no geral, esses resultados já incluem todos os custos: produção, pesquisa e desenvolvimento, marketing e logística.
Crescimento de vendas ...
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