Brasil busca um recomeço contra o Haiti após estreia expor falhas conhecidas

17 jun 2026 - 20h51

O Brasil enfrenta ‌o Haiti nesta sexta-feira precisando de um recomeço na Copa do Mundo, em vez de apenas mais um vislumbre nostálgico do seu brilhante passado, após um empate decepcionante pelo Grupo C contra Marrocos que deixou a equipe de Carlo Ancelotti ferida, com dúvidas e pouca margem para mais um tropeço.

Os ⁠pentacampeões foram salvos em sua estreia por um lampejo de genialidade de ‌Vinicius Jr., que empatou para o Brasil após Ismael Saibari abrir o placar para Marrocos logo no início de um primeiro tempo em que ‌a seleção brasileira ficou encurralada e sem ideias.

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Marrocos, ‌campeão da Copa Africana das Nações e uma das maiores surpresas ⁠da Copa do Mundo de 2022 no Catar, pareceu mais afiado, mais ousado e mais coeso por longos períodos, deixando o Brasil aliviado por ter escapado com um ponto.

Agora vem o Haiti na Filadélfia, partida que o Brasil deve vencer, mas que também traz seus desafios.

O Haiti, um dos maiores ‌azarões do torneio, estreou com uma derrota por 1 x 0 para a ‌Escócia, mas o adversário mais ⁠complicado do Brasil ⁠talvez seja sua própria incerteza.

Ancelotti foi criticado por escalar o atacante Igor Thiago e ⁠o lateral-direito Roger Ibañez contra Marrocos, ‌e os meias Casemiro e ‌Lucas Paquetá tiveram grandes dificuldades antes do intervalo.

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As entradas de Danilo, Fabinho e Matheus Cunha no segundo tempo trouxeram mais equilíbrio e energia, colocando o técnico italiano diante de um dilema habitual em grandes competições.

Ele ⁠deve manter os jogadores que começaram a estreia, preservando a coesão e a calma, ou responder com mudanças em busca de uma faísca? 

Danilo disse que o debate não deve se resumir a uma única escalação e argumentou que o problema do Brasil vai ‌além da rotação.

Ancelotti assumiu o comando pouco mais de um ano antes do torneio, muito menos tempo do que muitos rivais tiveram para construir ⁠uma identidade consolidada. O defensor afirmou que a falta de continuidade aumentou a pressão.

"Quando você tem um plano - algo que foi construído e é coeso -, quando as coisas começam a ficar difíceis, você se apega a isso", disse Danilo. "Então, isso é algo que realmente não conseguimos construir."

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Há também a questão de Neymar. O atacante está correndo contra o tempo para se recuperar de uma lesão na panturrilha que o mantém afastado dos gramados há mais de um mês. Embora tenha voltado a treinar de forma limitada nesta quarta-feira, sua disponibilidade continua incerta.

Contra o Haiti, o Brasil precisa de garantias de que o tropeço contra Marrocos foi apenas um alerta que não definirá seu desempenho no torneio.

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