Botafogo negocia com MLS para quitar dívida ligada ao transfer ban

Botafogo intensifica conversas com a MLS para solucionar dívida milionária ligada às contratações de Thiago Almada e Santi Rodríguez e busca recuperar credibilidade no mercado

18 jun 2026 - 23h55
Bandeira do Botafogo
Bandeira do Botafogo
Foto: Wagner Meier/Getty Images / Esporte News Mundo

O Botafogo trabalha em diferentes frentes para tentar solucionar a crise envolvendo as punições impostas pela Fifa. Paralelamente ao processo de recuperação judicial, a SAF alvinegra abriu negociações com a Major League Soccer (MLS) em busca de um acordo referente às dívidas que deram origem ao transfer ban.

Segundo informações do ge, a liga norte-americana aparece como a principal credora do clube, com valores que chegam a R$ 191,9 milhões. O montante está relacionado às transferências de Thiago Almada, junto ao Atlanta United, e de Santi Rodríguez, contratado junto ao New York City FC, além de multas, juros e encargos previstos em contrato.

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Enquanto aguarda a definição sobre a entrada da GDA como futura controladora da SAF, a diretoria do Botafogo intensificou os contatos com a MLS. As tratativas são conduzidas pelo CEO Eduardo Iglesias, que conta com o auxílio de dois advogados.

Por conta do modelo de gestão da liga norte-americana, as conversas envolvem tanto a MLS quanto Atlanta United e New York City FC. Como a entidade funciona como uma organização única, é ela quem formaliza as cobranças em casos de inadimplência envolvendo suas franquias.

Nos bastidores, o cenário é considerado complexo. A possibilidade de um novo parcelamento é vista com reservas por dirigentes da liga, especialmente em razão dos atrasos registrados anteriormente. A hipótese de pagamento à vista também está em discussão.

O caso mais delicado é o referente a Thiago Almada. Ainda de acordo com o ge, o Atlanta United chegou a negociar diretamente com John Textor e aceitou um acordo inicial. Entretanto, o descumprimento das parcelas seguintes levou o clube norte-americano a acionar a Fifa em maio, o que tornou as conversas mais difíceis. Nos Estados Unidos, há resistência em aceitar um novo parcelamento da dívida.

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Já a situação envolvendo Santi Rodríguez é vista de forma menos rígida. Existe a possibilidade de uma composição parcelada, e o empresário boliviano Marcelo Claure, acionista minoritário do New York City FC e parceiro de Gabriel de Alba, um dos principais nomes da GDA, tem colaborado nas negociações.

Além das tratativas financeiras, a Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Fifa seja notificada sobre a impossibilidade momentânea de a SAF cumprir os pagamentos. A medida, porém, não implica automaticamente no fim das punições esportivas. A decisão final seguirá nas mãos da entidade máxima do futebol.

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