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Volkswagen precisa de cortes profundos para se manter competitiva, diz o CEO

21 ago 2026 - 14h27
Resumo
O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, alertou que a empresa vive uma situação crítica e precisa de cortes profundos para seguir competitiva. Pressionada pelo avanço chinês, tarifas nos EUA e queda de lucros, a montadora realiza a maior reestruturação de sua história. As ações em estudo envolvem corte de custos operacionais, redução da capacidade de fábricas na Alemanha e a possível demissão de até 50 mil trabalhadores para garantir investimentos essenciais a longo prazo.

O presidente-executivo da Volkswagen , Oliver ‌Blume, alertou nesta sexta-feira que os problemas do setor automotivo só irão se intensificar nos próximos anos e que cortes profundos de custos são necessários para manter a principal montadora europeia competitiva.

Os comentários, feitos em um memorando interno da empresa visto pela Reuters, surgem em um momento em que a Volkswagen ⁠está passando pelo que é considerada a sua maior reestruturação de todos os ‌tempos, que pode incluir desde novos cortes de 50.000 empregos até a separação de algumas divisões.

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Pressionada pela agressiva concorrência chinesa que se expande para ‌a Europa, pela queda nos lucros na China ‌e pelas pesadas tarifas de importação nos Estados Unidos, a Volkswagen enfrenta ⁠dificuldades com a queda nos lucros e o excesso de capacidade dispendioso na Europa.

"A situação é mais do que crítica", disse Blume no memorando, acrescentando que, embora as margens atuais de menos de 4% sejam sólidas no ambiente atual, "elas não são de forma alguma suficientes para gerar fundos suficientes a longo ‌prazo para novas tecnologias, novos produtos e nossas instalações".

Blume, que na próxima semana ‌visitará as fábricas da ⁠Volkswagen em risco no ⁠âmbito do atual plano de reestruturação, afirmou que os custos indiretos da montadora alemã continuam ⁠mais de 30% superiores aos de empresas ‌comparáveis, acrescentando que essa ‌situação precisa ser combatida para que a empresa se mantenha competitiva.

O conselho de supervisão da Volkswagen tem reunião marcada para 4 de setembro para dar continuidade à discussão sobre os planos de reestruturação, segundo fontes familiarizadas ⁠com o assunto.

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Embora o grupo não tenha quantificado oficialmente o número de cortes adicionais de empregos, fontes disseram à Reuters que podem chegar a 50.000, o que dobraria efetivamente as demissões em massa planejadas pelo grupo.

"O número frequentemente citado de cerca de 50.000 empregos ‌em todo o mundo não é uma meta fixa", disse Blume, acrescentando que foi derivado do objetivo de custo da empresa em relação à concorrência ⁠e serviu "como um indicador da escala de ação necessária".

Em julho, a Volkswagen revelou planos para reduzir drasticamente sua linha de modelos e diminuir ainda mais sua capacidade produtiva. No início deste mês, as famílias controladoras da VW aumentaram a pressão sobre todas as partes interessadas e exigiram esforços drásticos de reestruturação.

Quatro fábricas da Volkswagen na Alemanha — Emden, Hannover, Zwickau e Neckarsulm — não devem atingir níveis competitivos de utilização da capacidade produtiva na década de 2030, afirmou Blume. Ele, porém, ressaltou que ainda não há nenhuma decisão sobre o fechamento de fábricas específicas.

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Segundo ele, houve progressos em algumas áreas, mas ainda não é suficiente, mesmo sem considerar a pressão dos novos concorrentes da China e suas fábricas na Europa.

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