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Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial

Segundo a empresa, pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, com um cenário marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito e aumento do custo financeiro

17 ago 2026 - 07h02
(atualizado às 07h20)

O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo (SP). Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro. O documento também menciona a não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas.

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A recuperação judicial é apontada como necessária e como mais um passo no processo de reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a continuidade das atividades e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento das obrigações. A empresa disse ainda que pretende manter as operações em todos os canais existentes durante o processo, priorizando o atendimento aos clientes e consumidores, sem interrupções relevantes e nos níveis de qualidade e serviço atualmente existentes.

Varejista citou os juros altos como uma das causas do pedido de recuperação
Varejista citou os juros altos como uma das causas do pedido de recuperação
Foto: Márcio Fernandes/Estadão / Estadão

Além da própria companhia, integram o pedido de recuperação judicial as empresas ASAP Log - Logística e Soluções; ASAP Log; CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística; Cntlog Express Logística e Transporte; Globex Administração e Serviços; Cnova Comércio Eletrônico; Integra Soluções para Varejo Digital; Casas Bahia Tecnologia; e Indústria de Móveis Bartira.

Em razão da decisão, o conselho de administração da empresa também aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para apreciar a ratificação do ajuizamento, adotado "em caráter de urgência", conforme proposta que a empresa disse que será divulgada oportunamente.

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