As ações da Petrobras subiram após o anúncio de negociações para quatro blocos exploratórios marítimos em Gana, iniciativa voltada à reposição de reservas de óleo e gás no exterior. Paralelamente, a estatal firmou parceria com o Porto do Açu (RJ) para escoar, armazenar e exportar até 600 mil toneladas anuais de coque de petróleo de quatro refinarias do Sudeste, com início das operações previsto para o final de agosto e contrato válido por um ano, renovável por mais cinco.
A Petrobras (PETR4) anunciou, nesta sexta-feira (21), que iniciou negociações para contratos de blocos exploratórios em Gana, país localizado na costa oeste da África. Com o anúncio, as ações da companhia estão operando em alta na sessão de hoje.
Por volta das 11h40, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiam 0,50%, cotadas a R$ 44,54. No mesmo horário, os papéis ordinários (PETR3) avançavam 0,47%, a R$ 49,64.
Como está a negociação dos blocos em Gana
Segundo a companhia, o Ministério de Energia e Transição Verde de Gana já aprovou o pedido de negociação para quatro blocos exploratórios. As áreas ficam no mar, dentro da Bacia de Keta.
Com o aval do governo ganês, a Petrobras passa agora a discutir diretamente as condições dos contratos de exploração com as autoridades locais.
Segundo a companhia, o movimento faz parte de um esforço mais amplo para repor reservas de óleo e gás, buscando novas áreas de atuação tanto dentro quanto fora do país, conforme previsto em seu Plano de Negócios. A expectativa da empresa é tornar o portfólio exploratório mais diverso, o que, segundo ela, contribui para gerar valor e sustentar os negócios no longo prazo.
Petrobras (PETR4) também fechou contrato com o Porto do Açu
Um dia antes do anúncio sobre Gana, a Petrobras já havia divulgado outro acordo. Na quinta-feira (20), a estatal fechou parceria com o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, para escoar coque de petróleo, derivado do refino usado tanto como combustível industrial quanto na produção de aço.
Pelo acordo, o terminal poderá receber até 600 mil toneladas do produto por ano, volume proveniente de quatro refinarias do Sudeste: a REGAP (Betim, MG), a REDUC (Duque de Caxias, RJ), a REPLAN (Paulínia, SP) e a REVAP (São José dos Campos, SP).
Trata-se do primeiro acordo firmado entre as duas companhias para esse tipo de operação. As etapas previstas envolvem receber, armazenar e exportar a carga pela estrutura do terminal, que dispõe de 500 metros de cais operacional.
A expectativa é de que a primeira movimentação do acordo firmado entre a empresa e a Petrobras (PETR4) ocorra ainda no fim de agosto. A vigência inicial do contrato é de um ano, com possibilidade de renovação por mais cinco.