As vendas de cimento no Brasil cresceram 1,9% em agosto, atingindo 6,14 milhões de toneladas, segundo o Snic. O resultado foi impulsionado pela alta de 9,5% no Nordeste, estimulada pelo programa Minha Casa, Minha Vida, enquanto o Sudeste recuou 1,4%. No acumulado do ano, o setor avança 1,8%, somando 45 milhões de toneladas. Apesar do mercado de trabalho aquecido manter a trajetória positiva, o Snic alerta para um cenário de cautela devido aos juros altos e ao endividamento das famílias.
A comercialização de cimento no Brasil em agosto cresceu 1,9% sobre o mesmo mês do ano passado, para 6,14 milhões de toneladas, impulsionada pela região Nordeste, enquanto no Sudeste houve queda no volume vendido, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo sindicato de fabricantes do material, Snic.
As vendas de cimento no Nordeste no mês passado dispararam 9,5% sobre agosto de 2025, para 1,4 milhão de toneladas. A região é uma das mais beneficiadas pelo programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, que tem ajudado a movimentar o consumo de cimento no país.
No Sudeste, houve queda de 1,4% no consumo em agosto sobre um ano antes, para 2,74 milhões de toneladas, segundo os dados do Snic.
No país, considerando o acumulado de janeiro a agosto, as vendas alcançaram 45 milhões de toneladas, crescimento de 1,8% na comparação anual. O despacho por dia útil totalizou 261 mil toneladas, com avanço de 1,9% ante agosto de 2025 e elevação de 4,7% em relação a julho deste ano, afirmou a entidade.
"O resultado mantém a trajetória positiva das vendas em um ambiente de desaceleração gradual da atividade econômica", afirmou o Snic em comunicado à imprensa.
"O mercado de trabalho ainda aquecido e a dinâmica da habitação, especialmente por meio do Minha Casa Minha Vida, permanecem como importantes vetores de demanda do insumo. Juros elevados, inadimplência e endividamento das famílias e menor confiança dos consumidores e das empresas indicam um cenário de maior cautela para os próximos meses", acrescentou a entidade.