Na prática, fim da 'taxa das blusinhas' tende a tornar mais barato produtos de plataformas digitais

Congresso Nacional aprovou, na última quinta-feira, 3, o fim do imposto

4 set 2026 - 06h57
"Taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros, pois medida encarecia produtos populares
"Taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros, pois medida encarecia produtos populares
Foto: Seu Crédito Digital

O Congresso Nacional aprovou, nesta quinta-feira, 3, a medida provisória (MP) que acabou com a chamada “taxa das blusinhas”, que é um imposto aplicado sobre compras internacionais de até US$ 50. A isenção, que já está em vigor, se tornará permanente após a sanção do presidente Lula (PT).

O petista publicou, em maio, a MP que acabou com a alíquota de importação de 20% sobre esse tipo de compra. Contudo, a iniciativa perderia a validade em 8 de setembro, caso não tivesse a concordância dos parlamentares.

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Na prática, a medida tem impacto direto no preço e beneficia aqueles que compram por plataformas internacionais, como Shein, Shopee e AliExpress.

Valor de compras com 'Taxa das blusinhas'

  • Por exemplo: uma compra de US$ 50 passava a custar US$ 60 com o imposto de importação de 20%. Depois, com a cobrança de 17% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre esse valor, o total chegava a US$ 72,29, cerca de R$ 370.

Valor de compras sem 'Taxa das blusinhas'

  • Já sem o imposto de importação de 20%, uma compra de US$ 50 tem apenas a cobrança do ICMS de 17%. O total da compra seria de US$ 60,24, cerca de R$ 310.

Ou seja, uma economia de R$ 60.

A votação para a aprovação do fim da “Taxa das blusinhas” foi destravada no Congresso após um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Por ter forte apelo popular, a votação era uma das prioridades do presidente Lula, que tenta se reeleger para um quarto mandato. Em 2024, a criação da "Taxa das blusinhas" teve resistência de grande parte dos consumidores brasileiros, que diziam que a medida tornava mais caro os produtos populares e de baixo valor vendidos por plataformas internacionais de comércio eletrônico.

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A criação da chamada "Taxa das blusinhas" enfrentou resistência de grande parte dos consumidores brasileiros em 2024. O argumento era que a medida encareceria produtos populares e de baixo valor vendidos por plataformas internacionais de comércio eletrônico.

Do outro lado, empresários do varejo nacional defendiam o imposto, pois, segundo eles, a isenção de taxa para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados, o que torna a concorrência desigual com o comércio brasileiro.

Fonte: Portal Terra
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