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Taxas dos DIs fecham perto da estabilidade com exterior e eleições no foco

24 ago 2026 - 17h12
Resumo
As taxas dos DIs fecharam perto da estabilidade nesta segunda-feira, refletindo o compasso de espera nos mercados. No exterior, os investidores monitoraram o anúncio de sanções dos Estados Unidos contra o Irã. No cenário doméstico, a atenção se voltou à pesquisa BTG/Nexus, que apontou empate técnico entre Lula (46%) e Flávio Bolsonaro (45%) em simulação de segundo turno, além dos ajustes marginais nas projeções de inflação e crescimento econômico divulgadas pelo Boletim Focus.

As taxas dos ‌DIs fecharam a segunda-feira próximas da estabilidade, conforme os agentes dividiram suas atenções entre o noticiário geopolítico externo, de olho nas sanções que os Estados Unidos anunciaram que iriam impor contra o Irã, e a avaliação das últimas pesquisas eleitorais.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito ⁠Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,88%, ante o ajuste de ‌13,857% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,495%, ante ‌o ajuste de 14,519%.

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Em uma sessão de ‌agenda econômica esvaziada, tanto localmente quanto no exterior, os agentes ⁠aguardaram os comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na busca de mais detalhes sobre as medidas que o país adotaria contra o Irã.

Entretanto, em coletiva de imprensa durante a tarde, Bessent se recusou a dizer quais países específicos serão alvo das sanções, ou quando ‌essas sanções entrarão em vigor. O Departamento do Tesouro anunciou novas sanções contra ‌60 indivíduos, entidades e ⁠embarcações, mas essa ⁠lista não incluía nenhuma das instituições financeiras chinesas suspeitas de facilitar o comércio ⁠de petróleo do Irã.

Enquanto isso, no ‌noticiário doméstico, um levantamento ‌BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão em um cenário de empate técnico, com Lula com 46% das intenções de voto ⁠no segundo turno e Flávio com 45%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Antes da abertura dos negócios, pela manhã, pesquisa Focus apontou que a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu a 1,95%, de ‌1,98% na semana anterior. Para 2027 a conta permaneceu em 1,50%.

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A pesquisa semanal com uma centena de economistas também mostrou que a expectativa ⁠para a alta do IPCA este ano seguiu em 5,02%, mas para o próximo passou a 4,25%, de 4,24% antes. Para 2028 a projeção para a inflação também não sofreu alteração e segue em 3,80%.

Para os próximos dias, os agentes ficarão atentos aos dados de inflação e do PIB dos EUA, além do simpósio anual de Jackson Hole, do Fed, para balizar as expectativas de juros, enquanto, no mercado doméstico, cenário fiscal e eleitoral seguirão no foco.

"O comportamento do dólar e da curva de juros será especialmente importante para avaliar se a cautela externa voltará a contaminar os ativos brasileiros", disse Marcos Praça, diretor de análises da Zero Markets Brasil.

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