O dólar fechou em alta de 0,23%, a R$ 5,1534, impulsionado pelo fortalecimento global da divisa e por incertezas sobre sanções dos EUA ao Irã. No cenário doméstico, pesaram o corte na projeção do PIB de 2026 no Boletim Focus e a pesquisa eleitoral que apontou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. O mercado segue atento aos próximos dados de inflação e PIB norte-americanos, ao simpósio de Jackson Hole e ao desenrolar do quadro fiscal e político no Brasil.
O dólar fechou a segunda-feira em leve alta contra o real, refletindo o fortalecimento da divisa norte-americana ante as principais moedas, enquanto os agentes monitoravam o noticiário geopolítico e eleitoral.
O dólar à vista fechou em alta de 0,23%, aos R$5,1534 na venda.
Às 17h45, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,24% na B3, aos R$5,1585.
Os agentes aguardaram com apreensão os comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na busca de mais detalhes sobre as medidas que o país adotaria contra o Irã.
Contudo, em coletiva de imprensa durante a tarde, Bessent se recusou a dizer quais países específicos serão alvo das sanções, ou quando essas sanções entrarão em vigor. O Departamento do Tesouro anunciou novas sanções contra 60 indivíduos, entidades e embarcações, mas essa lista não incluía nenhuma das instituições financeiras chinesas suspeitas de facilitar o comércio de petróleo do Irã.
Nesse contexto, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,18%, a 98,992.
A divisa norte-americana registrou ganhos contra moedas pares do real, como o peso mexicano, e ante moedas de países desenvolvidos, como o euro e o iene.
No Brasil, um levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão em um cenário de empate técnico em um eventual segundo turno, com Lula com 46% das intenções de voto no segundo turno e Flávio com 45%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Antes da abertura dos negócios, pela manhã, pesquisa Focus do Banco Central apontou que a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu a 1,95%, de 1,98% na semana anterior. Para 2027 a conta permaneceu em 1,50%.
Nos próximos dias, os agentes ficarão atentos aos dados de inflação e do PIB dos EUA, além do simpósio anual de Jackson Hole, do Fed, para balizar as expectativas de juros, enquanto, no mercado doméstico, cenário fiscal e eleitoral seguirão no foco.