Venilton Tadini, presidente executivo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) afirmou durante o quarto encontro 'Brasil Adiante', promovido pelo Estadão, nesta quarta-feira, 19, que a regulação energética e a questão fiscal precisam ser tratadas pelo próximo presidente.
"Temos problemas de infraestrutura pela frente, mas o importante é que acabou o ranço ideológico", afirmou Tadini.
Segundo ele, a crise fiscal é um grande problema e a maior parte do hiato no investimento em infraestrutura está em transporte e logística.
Segundo ele, o próximo governo terá a politicamente custosa missão de repensar as emendas parlamentares, recursos cujos destinos são definidos por deputados e senadores. Uma destinação feita, por vezes, sem transparência ou rastreabilidade adequada.
De acordo com Tadini, presidente da ABDIB, hoje as emendas parlamentares recebem R$ 60 bilhões em recursos, enquanto o espaço da infraestrutura no orçamento gira em torno de R$ 20 bilhões. A conta não fecha.
"São R$ 60 bilhões em emendas parlamentares, sem critérios, sem destinação específica. Temos uma crise fiscal, mas temos uma crise institucional em que as necessidades do Governo não estão materializadas no orçamento de União", afirma Tadini.
Transporte é o maior gargalo, e plano de transição energética é necessário
Para Tadini, a crise fiscal "é um grande problema" e impele novos investimentos em infraestrutura. Segundo o especialista, os maiores gargalos no setor são nas áreas de transporte e logística.
Sobre a regulação das fontes de energia, Tadini apontou como necessária a elaboração de um plano para transicionar a matriz energética do País para a predominância de fontes renováveis.
"Nas questões de regulação de energia, temos que fazer a exploração das reservas de fontes não renováveis, mas tem quer ter uma programação de transição para outras fontes", defendeu.
Veja o cronograma do Brasil Adiante:
- 27 de maio: Encontro 1: Eixo I: Estabilidade Institucional e Fundamentos do Crescimento (veja como foi);
- 11 de junho: Encontro 2: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Educação e Saúde) (veja como foi);
- 23 de julho: Encontro 3: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Segurança Pública e Crime Organizado) (veja como foi);
- 19 de agosto: Encontro 4: Eixo III: Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade; (veja como foi)
- 27 de agosto: Encontro 5: Apresentação do documento consolidado, divulgação da agenda e fechamento do projeto;
- Setembro: Entrega da agenda de soluções aos candidatos.