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'Se juros caírem, é possível dobrar o investimento em infraestrutura', diz diretora do BNDES

Durante o quarto encontro do 'Brasil Adiante' realizado nesta quarta-feira, 19, Luciana Costa defendeu ainda a importância de fortalecer Marco e agências regulatórias, fazer o ajuste fiscal e reduzir juros e atrair equity

19 ago 2026 - 12h47

Luciana Costa, diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, banco responsável por fomentar projetos que contribuam para o desenvolvimento do País, apresentou a questão fiscal como crucial para a continuidade da expansão dos investimentos em infraestrutura vista nos últimos anos durante o quarto encontro 'Brasil Adiante', promovido pelo Estadão, nesta quarta-feira, 19.

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"Precisamos rediscutir as emendas parlamentares. Não vamos ajustar as contas públicas com o esforço só do executivo. O ajuste das contas públicas passa por uma repactuação com o poder legislativo e judiciário", afirma ela. "É um dinheiro que não conseguimos mapear e nem fiscalizar, muitas vezes."

"O custo do dinheiro é muito importante em um projeto de infraestrutura", afirmou a especialista sobre a taxa básica de juros.

Segundo ela, quanto mais onerosos são os juros, menos o Estado participa de obras estruturantes. "Indução do investimento é pelo Estado", afirmou. Além disso, de acordo com Luciana, as emendas parlamentares dispersam a destinação do dinheiro público, prejudicando o planejamento da gestão.

Durante o debate, ela destacou ainda que se os juros caírem, é possível dobrar o investimento em infraestrutura.

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Na foto, Gesner Oliveira, Luciana Costa, Venilton Tadini.
Na foto, Gesner Oliveira, Luciana Costa, Venilton Tadini.
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

BNDES pode estimular investimentos do mercado de capitais

O BNDES é um grande financiador, mas o mercado de capitais, hoje, é muito importante", afirmou Luciana Costa. Segundo a especialista, o banco público pode atuar como estimulador de novos investimentos. "O BNDES pode 'aumentar o apetite' de outros financiadores", disse.

Ela cita ainda como medidas necessárias para aumentar os investimentos na infraestrutura: o fortalecimento de marcos legais e agências regulatórias e um ajuste fiscal que permita uma queda nas taxas de juros.

"Infraestrutura puxa o desenvolvimento da economia, leva a uma subida de produtividade", destaca. Ela também menciona a atração de recursos de private equity (fundos de investimento e empresas de capital fechado), tanto do Brasil quanto do exterior.

Veja o cronograma do Brasil Adiante:

  • 27 de maio: Encontro 1: Eixo I: Estabilidade Institucional e Fundamentos do Crescimento (veja como foi);
  • 11 de junho: Encontro 2: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Educação e Saúde) (veja como foi);
  • 23 de julho: Encontro 3: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Segurança Pública e Crime Organizado) (veja como foi);
  • 19 de agosto: Encontro 4: Eixo III: Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade; (veja como foi)
  • 27 de agosto: Encontro 5: Apresentação do documento consolidado, divulgação da agenda e fechamento do projeto;
  • Setembro: Entrega da agenda de soluções aos candidatos.
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