Roberto Waack, membro do conselho de administração da MBRF e do Instituto Arapyaú, avalia que a Amazônia precisa de um "choque de infraestrutura", em áreas como saneamento, transporte, internet e energia. A declaração foi feita no quarto encontro 'Brasil Adiante', promovido pelo Estadão, nesta quarta-feira, 19.
"Quando a gente discute Amazônia, o ponto central deveria ser infraestrutura. Precisamos despolarizar essa discussão", cita. Waack também menciona a questão fundiária e a necessidade de organizar os territórios para evitar o avanço do crime. "São 17 facções operando na Amazônia. A criminalidade assumiu o papel do Estado em várias frentes", reforça.
Serviços ecossistêmicos precisam ser reconhecidos
Para Waack, são necessárias políticas públicas que trabalhem de forma adequada os "serviços ecossistêmicos", ou seja, o reconhecimento das formas como os biomas sustentam a vida dos seres humanos através da regulação do clima.
No caso do Brasil, por exemplo, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste dependem da Amazônia para ter chuvas abundante para a agricultura, no fenômeno conhecido como "rios voadores". "Além de reconhecer, precisa remunerar", concorda Pedro de Camargo Neto, que diz que o produtor é o maior interessado.
Veja o cronograma do Brasil Adiante:
- 27 de maio: Encontro 1: Eixo I: Estabilidade Institucional e Fundamentos do Crescimento (veja como foi);
- 11 de junho: Encontro 2: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Educação e Saúde) (veja como foi);
- 23 de julho: Encontro 3: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Segurança Pública e Crime Organizado) (veja como foi);
- 19 de agosto: Encontro 4: Eixo III: Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade; (veja como foi)
- 27 de agosto: Encontro 5: Apresentação do documento consolidado, divulgação da agenda e fechamento do projeto;
- Setembro: Entrega da agenda de soluções aos candidatos.