Primeira "super quarta" do ano e balanços de big techs guiam os mercados

Definição de juros no Brasil e nos Estados Unidos movimentará a semana

26 jan 2026 - 10h31
Resumo
A semana começa com atenção voltada para a primeira “super quarta” do ano, quando o Fed, nos EUA, e o Copom, no Brasil, decidem os juros. A expectativa do mercado é de manutenção da Selic em 15% e dos juros americanos entre 3,5% e 3,75%.
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve
Foto: Reuters / Monitor do Mercado

O Ibovespa encerrou o pregão da última sexta-feira (23) em alta de 1,86%, aos 178.858 pontos, renovando o recorde pela quarta sessão seguida. O avanço foi puxado principalmente pela entrada de investidores estrangeiros, que têm aumentado o volume de negociações na Bolsa brasileira.

O movimento também foi influenciado pela rotação global de investimentos para mercados emergentes e pela alta do petróleo, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Irã e o aumento das tensões no Oriente Médio.

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Entre as ações, a Petrobras subiu forte, acompanhando a valorização do petróleo, com ganhos de até 4,35%. A Vale avançou 2,46%. No setor financeiro, os bancos tiveram alta generalizada, com destaque para Banco do Brasil (+3,54%) e Itaú (+1,14%).

A semana começa com atenção voltada para a primeira “super quarta” do ano, quando o Fed, nos EUA, e o Copom, no Brasil, decidem os juros. A expectativa do mercado é de manutenção da Selic em 15% e dos juros americanos entre 3,5% e 3,75%.

No cenário internacional, investidores acompanham os balanços das big techs, como Apple, Meta e Microsoft, além da definição do sucessor de Jerome Powell no Fed. 

Declarações de Trump envolvendo Canadá, China e temas geopolíticos também aumentam a cautela global. O presidente dos EUA usou sua rede social no final de semana para pressionar o governo canadense a recuar no acordo comercial com a China para reduzir tarifas sobre veículos elétricos chineses. Em troca, Pequim concederia menores impostos de importação sobre produtos agrícolas canadenses.

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No mercado de commodities, o Brent/março opera em leve alta de 0,11%, negociado a US$ 65,99 e o WTI/março avança 0,06%, a US$ 61,13. Já o Minério de ferro fechou em queda de 0,95% em Dalian, na China, cotado a US$ 112,4. 

No Brasil, a agenda econômica é intensa, com destaque para o IPCA-15 de janeiro, dados fiscais, setor externo e mercado de trabalho. O Banco Central divulga nesta segunda-feira os números da conta corrente, com expectativa de déficit de US$ 5,6 bilhões em dezembro, e do Investimento Direto no País, que deve somar US$ 1,6 bilhão no mês. 

No noticiário político, avançam os depoimentos sobre investigações no Banco Master, com possível retorno do caso à primeira instância após o Carnaval.

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