O Exército brasileiro enviará o moderno tanque Centauro II para Roraima, visando reforçar a segurança na fronteira com Venezuela e Guiana; a aquisição faz parte de um investimento de R$ 5 bilhões para modernizar a frota de blindados.
O Exército brasileiro vai enviar para Roraima um tanque de combate Centauro II, considerado um dos blindados mais modernos em uso no País. O tanque deve chegar ao Estado entre o fim desde ano e o início de 2027.
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O envio do tanque tem como objetivo reforçar a segurança na fronteira com Venezuela e Guiana após o aumento da tensão entre os dois países devido à disputa pela região de Essequibo.
Produzido pelo Consórcio Italiano Iveco-Oto Melara e previsto para dotar as tropas mecanizadas da Força Terrestre, o blindado possui elevado nível de tecnologia embarcada e um canhão estabilizado de 120mm --enquanto os blindados atuais possuem canhão de 30 milímetros.
Além da tecnologia, o Centauro II se diferencia dos tanques tradicionais também pela alta mobilidade, com capacidade de deslocamento rápido por estradas e terrenos variados.
O blindado tem sistemas avançados de tiro, visão termal e noturna, além de tecnologia que permite disparos com maior precisão. Militares do estado foram treinados na Itália para operar o novo blindado.
A viatura também possui armamentos complementares, como metralhadoras de 7,62 mm e blindagem reforçada, com maior capacidade de absorver impactos em comparação aos modelos atuais.
O motor do tanque é movido a diesel, com câmbio automático, potência de 720 cavalos, autonomia de 800 quilômetros e tração de 8x8.
Em deslocamento, o tanque poderá operar numa velocidade de até 105 km/h. O torque é de 255 kgf/m, o que significa que a viatura, na prática, pode carregar até 255 kg além de seu peso. O modelo é projetado para uma tripulação de três operadores.
Investimento
A aquisição de blindado faz parte de um acordo que prevê a compra de 98 modelos para a renovação da frota de blindados do Exército brasileiro ao longo de cerca de 15 anos.
O contrato foi celebrado em dezembro de 2022 por 900 milhões de euros, cerca de R$ 5 bilhões. Cada veículo sairá por R$ 51 milhões. Estima-se que a defesa brasileira gaste R$ 3 bilhões anualmente entre 2026 e 2031 para modernizar frotas e sistemas.