Caso Master: Cláudio Castro exonera presidente do RioPrevidência após operação da PF

Como revelou o Estadão, Deivis Marcon Antunes sabia da possibilidade de ser alvo de uma operação e saiu do País no dia 15 de janeiro

23 jan 2026 - 17h54
(atualizado às 18h00)

BRASÍLIA - O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), exonerou o diretor-presidente do RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, na tarde desta sexta-feira, 23. Nesta manhã, a Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar suspeitas de irregularidades nos aportes do fundo de previdência dos servidores do Rio em títulos do Banco Master.

A decisão foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial do Estado do Rio. Como revelou o Estadão, Antunes sabia da possibilidade de ser alvo de uma operação da PF e saiu do País no dia 15 de janeiro. Os agentes da corporação que foram à casa dele nesta sexta-feira não o encontraram. O paradeiro do ex-dirigente do fundo é desconhecido.

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A PF apura suposta gestão temerária de dirigentes do RioPrevidência ao autorizarem aportes de quase R$ 1 bilhão no Banco Master.

Deivis Marcon Antunes sabia da possibilidade ser alvo de uma operação da Polícia Federal e fugiu do país no dia 15 de janeiro
Deivis Marcon Antunes sabia da possibilidade ser alvo de uma operação da Polícia Federal e fugiu do país no dia 15 de janeiro
Foto: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro / Estadão

A operação deflagrada pela PF nesta manhã cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, na sede do Rioprevidência e contra gestores do fundo. Além de Antunes, também foram alvos o ex-diretor de Investimentos Euchério Rodrigues e o ex-gerente de Investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que haviam deixado os cargos após as suspeitas envolvendo o Banco Master.

O Rioprevidência tentava reverter as suas aplicações em Letras Financeiras emitidas pelo Master. Os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2024. O fundo está em negociação para substituir as letras por precatórios federais.

A operação Barco de Papel, da PF, investiga a suspeita de que tenha havido operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio do fundo a um risco elevado e incompatível com a sua finalidade.

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A corporação apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN), como de gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro e fraude à fiscalização e ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

"A investigação, iniciada em novembro de 2025, visa apurar um conjunto de nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado", diz a nota da PF.

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