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Óleo de Morpho deve levar 3 semanas para chegar ao Rio, diz executivo da Petrobras

25 ago 2026 - 15h43
(atualizado às 16h43)
Resumo
A Petrobras transporta sob forte cautela ao Rio de Janeiro a primeira amostra de petróleo do poço de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. A viagem deve durar três semanas até a análise no Cenpes. A avaliação é estratégica para a Margem Equatorial, principal aposta para repor reservas a partir de 2034. Paralelamente, a estatal estima que o pré-sal seguirá produtivo por mais 50 anos por meio de novas tecnologias e conexão de novos poços.

O óleo da descoberta ‌da Petrobras no poço de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, deve levar cerca de três semanas para chegar ao Rio de Janeiro, para ser analisado no centro de pesquisas da estatal, o Cenpes, segundo o gerente-geral de Águas Ultraprofundas da companhia, Fabio Passarelli.

O óleo está vindo ⁠de caminhão para o Rio de Janeiro em uma operação cercada de ‌cautela, visto que a primeira amostra é considerada "ouro" para a companhia.

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"É uma carga delicada, mesmo em pequena quantidade, e demora mesmo porque tem ‌uma logística especial. É uma amostra que não ‌pode se perder porque vale ouro. Se perder essa, não ⁠tem outra", afirmou ele a jornalistas.

A descoberta de hidrocarbonetos no poço de Morpho foi anunciada no último dia 14 e gera grande expectativa dentro da estatal e do governo.

A análise dessa amostra será feita em um laboratório extremamente específico do Cenpes, chamado PVT (Pressão, Volume e Temperatura).

"É um laboratório ‌altamente tecnológico e toda primeira descoberta é feita nele. Lá se conhece ‌o que é o fluido, ⁠quais contaminantes ele ⁠tem, o DNA do negócio, do óleo. Ali se fazem levantamentos termodinâmicos e ⁠se analisam pressão, volume e temperatura, ‌que são informações básicas para ‌entender o fluido", acrescentou.

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A Margem Equatorial, onde está a Bacia da Foz do Amazonas, é uma grande aposta da Petrobras para a reposição de suas reservas, que devem entrar em trajetória de declínio ⁠a partir de 2034.

Apesar disso, Passarelli aposta que o pré-sal, que hoje representa mais de 80% da produção nacional de petróleo, vai durar mais uns 50 anos.

"Ainda temos muitos sistemas de produção que vão entrar, em Búzios, por exemplo, e em ‌outros campos, como Sépia e Atapu. A vida útil vai ser longeva, com uma série de projetos complementares aos campos existentes."

"Ou seja, já ⁠temos uma infraestrutura gigante instalada à qual vamos conectar novos poços, buscando regiões do reservatório não drenadas ou menos drenadas", explicou o gerente-geral de Águas Ultraprofundas.

A empresa também pretende postergar esse declínio de produção, segundo Passarelli, com programas de revitalização dos campos produtores e com o desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias.

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"Isso vai garantir a longevidade das bacias, com maior fator de recuperação, e reduzir o ritmo de queda", destacou o executivo.

A empresa espera iniciar, em 2028, uma fase de testes do projeto de processamento submarino conhecido como Hisep, em Mero 3, e, a partir de 2029, a qualificação e o primeiro óleo da nova tecnologia.

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