'Não falei que ia dar certo?', diz Alcolumbre a Camilo Santana após aprovação do fim da escala 6x1

Senado aprovou a PEC, bandeira eleitoral de Lula, em dois turnos, por 75 votos a 1

14 out 2026 - 23h08
(atualizado às 23h21)
Resumo
O Senado aprovou em dois turnos a PEC que extingue a escala 6x1 por 75 votos a 1, tendo apenas Hamilton Mourão contra. O petista Camilo Santana atribuiu a vitória a Davi Alcolumbre, que comemorou sem notar o microfone aberto. A 11 dias do segundo turno, a oposição, com o PL e o Progressistas, liberou bancadas após Flávio Bolsonaro apoiar o texto para neutralizar ganhos políticos de Lula, embora membros de seu partido já articulem o pagamento por horas trabalhadas para 2027.

BRASÍLIA - Em conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a aprovação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6x1, o líder do PT na Casa, Camilo Santana (CE), atribuiu ao senador amapaense o resultado.

"Parabéns, presidente. Você é o grande responsável por isso aqui", disse o petista. Sorrindo e sem perceber que seu microfone estava aberto, Alcolumbre respondeu: "Não falei que ia dar certo?". O diálogo foi captado pela transmissão da TV Senado.

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‘Não falei que ia dar certo?’, diz Alcolumbre a Camilo Santana sobre aprovação do fim da 6x1
‘Não falei que ia dar certo?’, diz Alcolumbre a Camilo Santana sobre aprovação do fim da 6x1
Foto: Carlos Moura/Agência Senado / Estadão

O Senado aprovou a PEC nesta quarta-feira, 14, em dois turnos, por 75 votos a 1 - eram necessários pelo menos 49 votos. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único voto contrário. O PL de Flávio liberou a bancada para votar no texto, assim como o Progressistas.

A votação, a 11 dias do segundo turno das eleições, contou com o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), em meio à disputa eleitoral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - embora integrantes do partido do filho de Jair Bolsonaro já defendam a aprovação do pagamento por horas trabalhadas em 2027.

A oposição decidiu embarcar na proposta após Flávio recuar das críticas e manifestar apoio à PEC, tentando neutralizar o ganho político que Lula teria com a aprovação da bandeira eleitoral do petista. O candidato do PL à Presidência votou remotamente, de Porto Alegre (RS), onde está em campanha eleitoral.

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