Mercado troca medo de ataque imediato por temor de conflito prolongado no Irã

Ameaças e recuos de Trump mudaram leitura sobre guerra

20 mai 2026 - 10h01
Resumo
Enquanto as negociações entre Washington e Teerã mostram pouco avanço, cresce o desgaste político da guerra dentro dos Estados Unidos, inclusive entre republicanos e no Senado, ampliando dúvidas sobre a estratégia da Casa Branca.
Donald Trump
Donald Trump
Foto: Tasos Katopodis / Getty Images

A sessão desta quarta-feira (20) começa com os mercados globais mudando a leitura sobre o conflito no Oriente Médio. Com Donald Trump alternando entre ameaças e recuos, investidores deixaram de precificar um ataque imediato dos EUA ao Irã e passaram a focar no custo econômico de uma guerra prolongada na região.

Enquanto as negociações entre Washington e Teerã mostram pouco avanço, cresce o desgaste político da guerra dentro dos Estados Unidos, inclusive entre republicanos e no Senado, ampliando dúvidas sobre a estratégia da Casa Branca.

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Com a mudança na percepção de risco diante dos blefes de Trump, na Europa, as bolsas operam em alta puxadas pelas ações de tecnologia, embora o movimento perca força diante das tensões geopolíticas e do temor de inflação persistente. Já na Ásia, os mercados fecharam em queda, pressionados pela cautela antes do balanço da Nvidia e pela fraqueza do setor de tecnologia. Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 2,5%, afetado também pela greve de trabalhadores da Samsung Electronics.

No setor de commodities, os preços cedem 3% nesta quarta-feira, voltando à faixa de US$ 108, após Donald Trump reforçar, durante o piquenique anual do Congresso, a expectativa de um desfecho rápido para o conflito entre EUA e Irã. O Brent/junho cai 3%, cotado a US$ 107,94 o WTI/junho recua 3,01%, a US$ 101,02.

No Brasil, além das tensões externas, investidores passaram a monitorar o desgaste da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro após o caso envolvendo Daniel Vorcaro. O mercado avalia que o episódio enfraquece a principal candidatura de oposição ligada a uma agenda fiscal mais ortodoxa, reduzindo a percepção de alternância de poder em 2026.

Com isso, temas como risco fiscal e sucessão presidencial voltaram ao radar, pressionando os juros longos diante da maior probabilidade atribuída à continuidade do atual governo.

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No Congresso, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado vota nesta quarta-feira o projeto de renegociação das dívidas rurais, que pode movimentar até R$ 180 bilhões com recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A proposta, no entanto, enfrenta forte resistência da equipe econômica devido ao potencial impacto fiscal. 

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