Qual é a fórmula do dinheiro que sobra? É mais ou menos com essa pergunta que a influenciadora Tay Rodrigues norteia seu conteúdo sobre finanças. Aos 29 anos, ela mantém um público de cerca de 316 mil seguidores nas redes sociais, que a acompanham pelo jeito didático e prático que dialoga sobre dinheiro.
- O perfil Meu Pé de Meia (MPDM) lança o projeto “Virada Financeira – 7 dias para sair do perrengue”, em parceria com a influenciadora Tay Rodrigues, em uma live hoje, à 20h, com direito a aula gratuita e e-book: 10 dicas práticas para sair do perrengue
Formada em Direito, Tay se descobriu como educadora financeira de uma maneira muito natural. Ela confessa que sempre gostou de ter e falar sobre dinheiro. Mas percebeu que poderia ajudar outras pessoas com o tema depois que o próprio pai lhe pediu conselhos.
“Desde cedo, eu me preocupava em investir parte do que eu ganhava. O ponto de virada veio quando comecei a ajudar o meu pai nas finanças em casa, e aí eu percebi que finanças e investimentos é muito mais comportamento do que matemática em si” -- Tay Rodrigues ao Terra
Foi com o pai que Tay precisou apertar as rédeas do controle financeiro e com essa situação que aprendeu algumas das estratégias que hoje leva para seus alunos.
“Tive que falar: ‘Ó, gente, cartão de crédito agora é um só’. ‘Esse mês está meio apertado por conta disso, então, vamos dar uma segurada. Qualquer coisa que tiver que fazer, vai ter que fazer no mês que vem’. Então, eu era responsável por essa carga ali de deixar tudo certinho, pagamento de contas nos dias certos. Acabei aprendendo muito na prática”, explica.
De acordo com a influenciadora, foi nessa situação com o pai que aprendeu na pele que não dá para esperar até o final do mês para reservar uma quantia para investir. “Não dá para ver se o dinheiro vai sobrar. Ele não sobra. Você tem que tirar antes.”
De casa para as redes sociais
Sempre muito comunicativa, Tay começou a falar sobre finanças de forma orgânica nas redes sociais. Ela conta que já fazia publicações sobre conteúdos diversos e aí fez um ou outro vídeo mostrando como lidava com as finanças, que bombaram. Aí, vieram convites para trabalhar com produção de conteúdo em empresas do mercado financeiro.
“A primeira participação que eu tive foi na ADVFN Brasil, que é uma pioneira aqui, que traz esses relatórios de mercado financeiro, e aí eu atuava no YouTube deles. Depois, eu fui para o Modal Mais, que há uns anos foi comprado pela XP. Depois, eu fui para a Guide Investimentos. E aí eu comecei a seguir sozinha, com os meus projetos próprios, sem muitos pontos de conflitos com instituições”, revela.
A profissão de Tay Rodrigues também pode ser descrita como a de uma tradutora. Como porta-voz de empresas, ela aprendeu a transformar o que podia ser visto como informações de investimentos complexos em noções aplicáveis ao dia a dia dos investidores.
Agora, atuando sozinha, além dos conteúdos para as redes sociais, Tay desenvolve aulas e projetos educacionais em parceria com outras marcas, além de mentorias individuais que podem ir de consultorias mais simples a mais avançadas, com acompanhamento por um ano.
Método
Nesta terça-feira, 19, Tay Rodrigues comanda uma live, às 20h, no perfil do Meu Pé de Meia (MPDM) no Instagram, e com transmissão também na homepage do Terra. A live tem o objetivo de lançar o projeto Virada Financeira – 7 dias para sair do perrengue, que poderá ser assistido de forma gratuita e com direito a um e-book com dicas práticas.
Segundo Tay, a proposta dos encontros será mostrar que organização financeira não precisa começar com planilhas complicadas ou sacrifícios extremos. “Ela começa em clareza em decisão e método simples.”
Método, inclusive, é onde irão mergulhar na live. “O método é muito simples, no sentido de você ter clareza sobre seus números. De você, de fato, descobrir qual é o dinheiro que está comprometido do seu fluxo e qual que é o dinheiro disponível. Muita gente não sabe fazer essa separação. Mas é mais simples do que as pessoas imaginam”, defende.
Tay afirma ainda que na live vai explicar a dinâmica do cartão de crédito, que costuma aparecer como um dos vilões do endividamento entre as famílias brasileiras. Ela explica que não é contra o uso do cartão, mas é preciso ter estratégia na hora de usá-lo, principalmente quem gosta de parcelar compras.
“O cartão de crédito vira vilão quando você acha que é a extensão do seu salário e não uma escolha consciente. O problema é parcelar sem ter essa clareza de dinheiro disponível” -- Tay Rodrigues
Outro ponto a ser exposto no método é a forma de hierarquização das dívidas, entre aquelas que precisam ser quitadas imediatamente e aquelas mais longas, que vão passar um bom tempo consumindo parte do orçamento familiar.
“E aí a gente tem uma outra parte da hierarquia que é quando a pessoa já conseguiu quitar as dívidas e já conseguiu também montar um colchão financeiro em paralelo com essa quitação de dívidas. Ela começa realmente a investir, investir não só para a segurança dela, mas para ganhar mais dinheiro, para alcançar objetivos, para correr mais riscos, para alavancar o patrimônio dela”, enumera.