O governo central registrou um superávit primário de R$25,198 bilhões em abril, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, resultado melhor que o esperado pelo mercado e acima do superávit de R$18,195 bilhões obtido no mesmo mês de 2025.
Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria superavitário em R$24,05 bilhões no mês passado.
O desempenho do mês passado é resultado de receitas líquidas -- que excluem transferências para governos regionais -- de R$235,343 bilhões, um aumento real de 5,8% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$210,145 bilhões, alta real de 3,3%.
Do lado das receitas, o resultado mensal foi impulsionado por uma alta de R$4,8 bilhões nos ganhos com Imposto de Renda (+5,7%), R$4,5 bilhões com Cofins (+14,4%), R$4,1 bilhões com o resultado líquido da Previdência (+7,2%) e R$1,8 bilhão com o reajustado Imposto sobre Operações Financeiras (+29,5%).
Nas despesas, houve em abril uma alta de R$3,1 bilhões em gastos com pessoal (+9,8%) e outros R$3,1 bilhões em benefícios previdenciários (+3,4%).
Nos quatro primeiros meses do ano, o governo central acumulou um superávit de R$8,677 bilhões, queda real de 87,6% em relação ao saldo positivo de R$73,188 bilhões no mesmo período do ano passado
No acumulado em 12 meses, o governo central registrou um déficit de R$130,6 bilhões, ou 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB).