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Com o desaparecimento das aldeias e o avanço do deserto, as mulheres em Marrocos escalam montanhas para capturar a neblina e transformá-la em água potável

Porque algumas regiões extremamente secas ainda podem acessar recursos invisíveis

23 mai 2026 - 15h45
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Imagem de capa | Aqualonis
Imagem de capa | Aqualonis
Foto: Imagem de capa | Aqualonis / Xataka

Na década de 1980, um experimento fortuito aconteceu. Pesquisadores que trabalhavam no Deserto do Atacama deixaram acidentalmente uma simples tela metálica exposta ao vento durante a noite. Na manhã seguinte, descobriram-na coberta de gotículas de água em um dos lugares mais secos da Terra. Essa cena aparentemente trivial acabou inspirando uma ideia que, décadas depois, mudaria a vida de aldeias inteiras.

Capturando a neblina antes que ela desapareça

À medida que o deserto avança lentamente pelo sudoeste de Marrocos e os poços tradicionais começam a secar, diversas aldeias na região de Aït Baâmrane encontraram uma solução que parece mais ficção científica do que infraestrutura hídrica convencional: capturar a neblina da montanha e convertê-la em água potável.

Por gerações, as mulheres dessas comunidades passavam até quatro horas por dia caminhando até poços remotos e retornando, carregando barris de quase 25 quilos na cabeça. Essa rotina estruturava toda a vida das aldeias, impedia muitas meninas de frequentarem a escola e refletia o quanto a falta de água condicionava todas as atividades diárias na orla do Saara.

Redes gigantes transformam ar em água

A mudança começou quando enormes redes de polímero surgiram nas encostas do Monte Boutmezguida, a mais de 1.200 metros de altitude. A ideia é surpreendentemente simples: aproveitar a umidade da neblina atlântica que cruza regularmente a cordilheira do Anti-Atlas. As minúsculas gotículas ficam retidas na malha, condensam-se e, ...

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