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Ganhadores do Prêmio Nobel estão entre mais de 200 especialistas que pedem medidas em relação ao impacto econômico da IA

13 jul 2026 - 10h28

Mais de 200 pesquisadores ‌e economistas, incluindo 15 ganhadores do Prêmio Nobel e pesquisadores da OpenAI, da Anthropic e do Google, apelaram aos governos e aos líderes do setor de tecnologia para que criem, com ⁠urgência, políticas e instituições destinadas a lidar com ‌o impacto econômico da inteligência artificial.

Eles divulgaram a declaração assinada em conjunto nesta segunda-feira, ‌alertando que a IA poderia ‌impulsionar uma transformação econômica maior do ⁠que a Revolução Industrial, mas com um prazo "muito mais curto", o que levanta questões para trabalhadores, empresas e instituições públicas.

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A declaração pede pesquisas mais aprofundadas sobre os impactos econômicos da IA ‌e o início da elaboração de políticas e ‌instituições necessárias para ⁠garantir ⁠que a tecnologia beneficie a sociedade e para lidar com ⁠riscos como ‌a perda de empregos ‌em grande escala.

"O vapor, a eletricidade e os computadores deram às sociedades décadas para se adaptarem. A IA pode nos dar ⁠apenas alguns anos", disse Anton Korinek, professor da Universidade da Virgínia.

"Não podemos improvisar nossa estratégia e nossas instituições no meio da transformação; esperar pela certeza significa ‌chegar tarde demais."

Korinek, que se juntou à equipe de pesquisa econômica da Anthropic em março, ⁠organizou a iniciativa com os pares economistas Erik Brynjolfsson, Ajay Agrawal e Tom Cunningham.

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Entre os signatários estão a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar; o cientista-chefe do Google DeepMind, Jeff Dean; o cofundador da Anthropic, Jack Clark; e membros da equipe de pesquisa econômica da empresa criadora do chatbot Claude.

Os ganhadores do Prêmio Nobel Michael Spence, Daron Acemoglu e Simon Johnson, entre outros, também assinaram a declaração.

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