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Escalada no Oriente Médio reacende temor sobre oferta global de petróleo

Contratos Brent e WTI operam em alta superior a 3%

13 jul 2026 - 10h19
Resumo
O foco dos investidores está no Estreito de Ormuz, após o Irã anunciar o fechamento da passagem "até nova ordem", enquanto Donald Trump e o Comando Central dos EUA (Centcom) afirmam que a navegação comercial segue liberada. Com isso, o Brent avançou 3,35%, para US$ 78,56, e o WTI subiu 3,40%, para US$ 73,87. 
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Os mercados globais iniciam a semana em forte aversão ao risco após a guerra entre Estados Unidos e Irã ganhar uma nova dimensão no fim de semana e recolocar no radar o risco de interrupções no abastecimento mundial de petróleo. O foco dos investidores está no Estreito de Ormuz, após o Irã anunciar o fechamento da passagem "até nova ordem", enquanto Donald Trump e o Comando Central dos EUA (Centcom) afirmam que a navegação comercial segue liberada. 

A escalada ocorreu depois que Washington bombardeou 140 alvos iranianos e lançou uma nova ofensiva no domingo, em resposta ao ataque da Guarda Revolucionária a um navio porta-contêineres. Em retaliação, o Irã atingiu instalações militares americanas na Jordânia, Kuwait, Bahrein e Omã. O agravamento do conflito elevou o prêmio de risco do petróleo, com o Brent avançando 3,35%, para US$ 78,56, e o WTI subindo 3,40%, para US$ 73,87. 

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No Brasil, além do ambiente externo mais desafiador, investidores acompanham a reta final das negociações entre Brasília e Washington para evitar a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O prazo termina nesta quarta-feira (15), quando o USTR deverá concluir a investigação baseada na Seção 301 e definir se aplicará as novas sobretaxas.

Os impactos potenciais para o comércio exterior são expressivos. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 4,1 mil produtos, equivalentes a US$ 14,9 bilhões em exportações, poderão ser atingidos caso sejam implementadas tanto a tarifa adicional de 25% quanto a sobretaxa de 12,5% relacionada à investigação sobre trabalho forçado, elevando a carga tarifária para até 37,5%. 

O agronegócio também permanece no centro das preocupações: estudo da Farsul estima que US$ 4,2 bilhões em exportações do setor seriam diretamente afetados, com 36,8% das vendas do agro brasileiro aos Estados Unidos sujeitas às novas tarifas, especialmente nos segmentos de produtos florestais, sebo bovino e complexo sucroalcooleiro.

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