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CEO da Volkswagen diz que mais 50 mil cortes de empregos podem ser necessários para fechar lacuna competitiva

13 jul 2026 - 09h55

Por Rachel More

BERLIM, 13 Jul (Reuters) - A Volkswagen ‌pode precisar cortar cerca de 50 mil empregos adicionais para alcançar o nível de competitividade de seus concorrentes, disse o presidente-executivo da companhia, Oliver Blume, em memorando interno aos funcionários, confirmando pela primeira vez que a montadora pretende ⁠reduzir em até 100 mil o número de postos ‌de trabalho.

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Blume está trabalhando para racionalizar a maior montadora de automóveis da Europa, cujos lucros despencaram devido a ‌custos tarifários na casa dos bilhões ‌de euros, forte concorrência na China e pressão ⁠sobre sua rede de produção na Alemanha para se tornar mais eficiente.

Após já ter concordado com o corte de 50 mil postos de trabalho em todo o grupo, incluindo as suas subsidiárias Porsche e Audi, a empresa deve ‌trabalhar para reduzir ainda mais os custos, tendo calculado uma ‌desvantagem de custos ⁠de 20% ⁠em relação a empresas comparáveis, disse Blume no memorando visto pela ⁠Reuters.

Isso significa uma "redução teórica" ‌de mais 50 mil ‌empregos em todo o mundo, segundo o memorando.

"Estamos avaliando, em todas as marcas, empresas e regiões, quantos ajustes são realmente necessários e viáveis", disse Blume no ⁠documento.

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A empresa havia se recusado anteriormente a comentar as notícias de que estaria considerando até 100 mil cortes de vagas.

O memorando surge na sequência de protestos acalorados dos trabalhadores, que exigem ‌que a administração explique seus planos de reestruturação, os quais Blume apresentou ao conselho de supervisão da empresa na ⁠quinta-feira.

Fontes familiarizadas com o assunto disseram que os representantes dos trabalhadores na comissão rejeitaram as propostas, que supostamente incluíam cortes de pessoal e o possível fechamento de quatro fábricas.

"Até o momento, ainda não podemos confirmar casos de uso competitivos para as fábricas de Emden, Hanover, Zwickau e Neckarsulm na década de 2030", disse Blume no memorando.

Ele afirmou preferir "soluções inteligentes" ao fechamento de fábricas, tendo anteriormente mencionado a indústria de defesa ou a produção de modelos chineses da Volkswagen na Europa como opções para fábricas subutilizadas.

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