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Durigan diz que governo não discute desvincular reajuste de aposentadorias da regra do mínimo

21 ago 2026 - 17h32
(atualizado às 17h59)
Resumo
O ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, afirmou que o governo não discute desvincular aposentadorias e benefícios do INSS do reajuste do salário mínimo. Ele reiterou o compromisso com o arcabouço fiscal mediante redução de gastos obrigatórios e maior eficiência pública. Durigan também negou haver uma crise generalizada no varejo devido a recentes recuperações judiciais, atribuindo as dificuldades de empresas dependentes de crédito ao patamar elevado da taxa de juros.

O ministro da ‌Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feira que o governo não está tratando da possibilidade de desvincular aposentadorias e benefícios do INSS da regra do reajuste do ⁠salário mínimo.

Em entrevista à GloboNews, ele afirmou ‌que mantém reuniões constantes com economistas de diferentes campos de pensamento, mas ‌que não está discutindo ‌propostas específicas e pontuais em conversas ⁠com o mercado financeiro.

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"Não discutimos e não está colocada a desvinculação do salário mínimo dos benefícios tanto previdenciários quanto alguns sociais", disse Durigan.

"O que eu ‌tenho dito é que existe um compromisso ‌de trajetória... O ⁠que ⁠precisamos sinalizar é a manutenção de uma regra ⁠fiscal que ‌garante necessariamente que ‌a despesa pública vai crescer menos do que a receita", acrescentou.

Segundo o ministro, nesse processo o governo terá que ⁠diminuir gastos obrigatórios, aumentar a eficiência dos programas sociais e recompor receitas, fortalecendo o arcabouço fiscal.

Questionado sobre os recentes pedidos de ‌recuperação judicial de grandes varejistas no país, como a Casas Bahia, Durigan afirmou ⁠que não minimiza os problemas, mas negou haver cenário de crescimento exponencial de falências e recuperação judicial no setor, ressaltando que o varejo ainda apresenta crescimento.

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"Não estamos falando de crise, há pujança em vários setores", afirmou, ponderando que setores muito dependentes de crédito podem ter um comprometimento "em função da taxa de juros".

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